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Liturgia diária

Quarta-feira da 32ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 12 De Novembro Cor litúrgica: Verde

6,2-11.

2 Escutai, ó reis, e procurai compreender; aprendei governantes de toda a terra. Prestai atenção, vós que reinais sobre as multidões e vos gloriais do número dos vossos povos:
3 do Senhor recebestes o poder e do Altíssimo a soberania; Ele examinará as vossas obras e sondará as vossas intenções.
4 Sendo ministros do seu reino, não governastes com retidão, não cumpristes a lei, nem seguistes a vontade de Deus.
5 Ele virá sobre vós, terrível e repentino, porque julga severamente os que dominam.
6 Ao mais pequeno perdoa-se por compaixão, mas os grandes serão examinados com rigor.
7 O Senhor de todos não teme ninguém, nem Se impressiona com a grandeza. Ele criou o pequeno e o grande e a sua providência é igual para todos;
8 mas aos poderosos reserva um exame severo.
9 É a vós, soberanos, que se dirigem as minhas palavras, a fim de aprenderdes a Sabedoria e não cairdes em falta.
10 Porque os que santamente tiverem guardado as leis santas serão declarados santos e os que nelas se tiverem instruído encontrarão segura defesa.
11 Procurai ouvir as minhas palavras desejai-as ardentemente e sereis instruídos.

82(81),3-4.6-7.

R/ Levantai-Vos, Senhor, e julgai a terra.

3 Defendei o órfão e o desprotegido,
fazei justiça ao humilde e ao pobre.
4 Salvai o oprimido e o indigente,
libertai-o das mãos dos ímpios.

6 O Senhor disse: «Vós sois deuses,
todos vós sois filhos do Altíssimo.
7 Mas, como homens, morrereis,
como os príncipes, todos vós sucumbireis».

17,11-19.

11 Naquele tempo, indo Jesus a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia.
12 Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos. Conservando-se a distância,
13 disseram em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!».
14 Ao vê-los, Jesus disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes». E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra.
15 Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz,
16 e prostrou-se de rosto por terra aos pés de Jesus para Lhe agradecer. Era um samaritano.
17 Jesus, tomando a palavra, disse: «Não foram dez os que ficaram curados? Onde estão os outros nove?
18 Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?».
19 E disse ao homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou».

Comentário ao Evangelho

«Pai, glorifica o teu nome» (Jo 12,28)

«Pai, salva-Me desta hora. Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome» (Jo 12,27-28). É o apelo direto a Deus, o pedido, feito com toda a simplicidade, daquilo que a natureza deseja, a natureza que sofre e que tem necessidades; logo a seguir, porém, diz: não, meu Deus, tanto Me faz uma coisa ou outra, a única coisa que Me importa é a tua glória.

Glorifica o teu nome! Dá-Me aquilo que mais Te glorificará: isso Te peço e nada mais! Não dês atenção ao meu primeiro pedido; fi-lo e tive de o fazer porque Tu és o meu Pai e é meu dever expor-Te as minhas necessidades. [...] Mas, depois de Te ter dito as minhas necessidades com simplicidade, recordo-Te, repito-Te, digo-Te e volto a dizer-Te que tenho outra necessidade mil vezes maior, mil vezes mais ardente, que é a necessidade de Te ver glorificado: essa é a minha verdadeira e única necessidade! É esta que Te imploro com toda a minha alma que satisfaças. Pai, glorifica-Te em Mim! Pai, glorifica o teu nome! [...]

Meu Senhor Jesus, permite que a tua indigna e miserável criatura se una a Ti e faça contigo esta oração: Meu Deus, digo-Te com o meu Senhor Jesus, unindo a minha voz à sua voz adorável: «Não se faça como eu quero, mas como Tu queres» (Mt 26,39); o meu único desejo é que sejas o mais glorificado possível, é essa a minha sede. Meu Pai, faz de mim o que mais Te agradar, seja o que for, meu Pai, glorifica o teu nome!

São Charles de Foucauld (1858-1916) eremita e missionário no Saara Meditações sobre o Evangelho

Santo do Dia