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Liturgia diária

Quinta-feira da 29ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 23 De Outubro Cor litúrgica: Verde

6,19-23.

19 Irmãos: Falo com linguagem humana, por causa da vossa fraqueza: assim como entregastes os vossos membros como escravos ao serviço da impureza e da desordem, que conduz à revolta contra Deus, colocai agora os vossos membros ao serviço da justiça, que conduz à santidade.
20 Na verdade, quando éreis escravos do pecado, éreis livres em relação à justiça.
21 Mas que fruto colhestes então dessas obras de que atualmente vos envergonhais? De facto, o seu fim é a morte.
22 Mas agora, libertos do pecado e tornados servos de Deus, produzis o fruto que conduz à santificação, cujo fim é a vida eterna.
23 Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Jesus Cristo, nosso Senhor.

1,1-2.3.4.6.

R/ Quem Vos segue, Senhor, terá a luz da vida.

1 Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
2 mas antes se compraz na lei do Senhor,
e nela medita dia e noite.

3 É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo
e sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido.

4 Bem diferente é a sorte dos ímpios:
são como palha que o vento leva.
6 O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição.

12,49-53.

49 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu vim trazer o fogo à Terra e que quero Eu senão que ele se acenda?
50 Tenho de receber um batismo e estou ansioso até que ele se realize.
51 Pensais que Eu vim estabelecer a paz na Terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão.
52 A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três.
53 Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».

Comentário ao Evangelho

«Eu vim lançar trazer fogo à Terra»

Os símbolos do Espírito Santo: o fogo. Enquanto a água significava o nascimento e a fecundidade da vida dada no Espírito Santo, o fogo simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito Santo. O profeta Elias, que «surgiu como um fogo e a sua palavra queimava como um facho ardente» (Si 48,1), pela sua oração faz descer o fogo do céu sobre o sacrifício do monte Carmelo, figura do fogo do Espírito Santo, que transforma aquilo em que toca. João Batista, que «irá à frente do Senhor, com o espírito e o poder de Elias» (Lc 1,17), anuncia Cristo como Aquele que há de batizar «com o Espírito Santo e com o fogo» (Lc 3,16), aquele Espírito do qual Jesus dirá: «Eu vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já se tivesse ateado!» (Lc 12,49) É sob a forma de línguas, «uma espécie de línguas de fogo», que o Espírito Santo repousa sobre os discípulos na manhã de Pentecostes e os enche de Si (cf At 2,3-4). A tradição espiritual reterá este simbolismo do fogo como um dos mais expressivos da ação do Espírito Santo: «Não apagueis o Espírito» (1Tes 5,19). […]

Jesus não revelará plenamente o Espírito Santo enquanto Ele próprio não for glorificado pela sua morte e ressurreição. […] Só quando chega a Hora em que vai ser glorificado é que Jesus promete a vinda do Espírito Santo, pois a sua morte e ressurreição serão o cumprimento da promessa feita aos antepassados. O Espírito da verdade, o outro Paráclito, será dado pelo Pai a pedido de Jesus; será enviado pelo Pai em nome de Jesus; Jesus O enviará de junto do Pai, porque do Pai procede. […] Chega, por fim, a «Hora» de Jesus: Jesus entrega o seu espírito nas mãos do Pai, no momento em que, pela sua morte, vence a morte, de tal modo que, ressuscitado dos mortos, pela glória do Pai» (cf Rom 6,4), logo dá o Espírito Santo «soprando» sobre os discípulos (cf Jo 20,22).

Catecismo da Igreja Católica §§ 696, 728-730

Santo do Dia