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Liturgia diária

Segunda-feira da 29ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 20 De Outubro Cor litúrgica: Verde

4,20-25.

20 Irmãos: Perante a promessa de Deus, Abraão não se deixou abalar pela desconfiança, antes se fortaleceu na fé, dando glória a Deus,
21 plenamente convencido de que Deus era capaz de cumprir o que tinha prometido.
22 Por este motivo é que isto «lhe foi atribuído como justiça».
23 Não é só por causa dele que está escrito «Foi-lhe atribuído»,
24 mas também por causa de nós, que acreditamos naquele que ressuscitou dos mortos, Jesus, Nosso Senhor,
25 que foi entregue à morte por causa das nossas faltas e ressuscitou para nossa justificação.

1,69-70.71-72.73-75.

R/ Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que visitou e redimiu o seu povo.

69 O Senhor nos deu um Salvador poderoso,
na casa de David, seu servo,
70 como prometeu pela boca dos seus santos,
os profetas dos tempos antigos.

71 Para nos libertar dos nossos inimigos
e das mãos daqueles que nos odeiam;
72 para mostrar a sua misericórdia a favor dos nossos pais,
recordando a sua sagrada aliança.

73 O juramento que fizera a Abraão, nosso pai,
que nos havia de conceder esta graça:
74 de O servirmos um dia, sem temor,
livres das mãos dos nossos inimigos,
75 em santidade e justiça na sua presença,
todos os dias da nossa vida.

12,13-21.

13 Naquele tempo, alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo».
14 Jesus respondeu-lhe: «Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?».
15 Depois disse aos presentes: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens».
16 E disse-lhes esta parábola: «O campo dum homem rico tinha produzido excelente colheita.
17 Ele pensou consigo: "Que hei de fazer, pois não tenho onde guardar a minha colheita?
18 Vou fazer assim: deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores, onde guardarei todo o meu trigo e os meus bens.
19 Então poderei dizer a mim mesmo: minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos; descansa, come, bebe, regala-te".
20 Mas Deus respondeu-lhe: "Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?"
21 Assim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus».

Comentário ao Evangelho

Usar os bens sem deles abusar

A misericórdia e a beneficência são amigas de Deus; e, quando se estabelecem no coração de um homem, divinizam-no e moldam-no à semelhança do Bem soberano, para que ele seja a imagem da essência primeira e imaculada que ultrapassa todo o conhecimento.

Vós, portanto, criaturas racionais e dotadas de uma inteligência que interpreta e ensina as coisas divinas, não vos deixeis seduzir pelas coisas temporais; mas esforçai-vos por conquistar Aquele pelo qual tudo se torna eterno. Limitai-vos no uso dos bens da vida: as coisas não vos pertencem; deixai, pois, uma parte do que tendes para os pobres, que são amados por Deus, pois tudo pertence a Deus, nosso Pai comum, e nós somos irmãos. O ideal mais justo seria que todos disfrutassem de uma parte igual da herança; na falta disso, se alguns atribuem a si próprios o grosso dessa herança, que todos os outros obtenham pelo menos uma parte dela. E, se alguém quiser possuí-la inteiramente, excluindo os seus numerosos irmãos, será um tirano impiedoso, um bárbaro sem coração, um animal insaciável. Usai, pois, os bens da terra, mas não abuseis deles.

São Gregório de Nissa (c. 335-395) monge, bispo Sermão 1 sobre o amor aos pobres

Santo do Dia