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Liturgia diária

Quarta-feira da 27ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 8 De Outubro Cor litúrgica: Verde

4,1-11.

1 Jonas ficou muito desgostoso e irritado, quando Deus perdoou aos ninivitas,
2 e orou, dizendo: «Ah, Senhor! Não era isto que eu dizia, quando estava ainda na minha terra? Por isso me apressei a fugir para Társis, por saber que sois um Deus clemente e compassivo, lento para a ira, rico de misericórdia e sempre disposto a desistir do castigo.
3 Mas agora, Senhor, tirai-me a vida, porque para mim é melhor morrer do que ficar vivo».
4 O Senhor respondeu-lhe: «Terás razão para te irritares?».
5 Jonas saiu de Nínive e instalou-se a oriente da cidade. Aí fez uma cabana e sentou-se à sua sombra, para ver o que acontecia à cidade.
6 Então o Senhor Deus fez crescer um rícino, que se elevou por cima de Jonas, para lhe dar sombra à cabeça e o livrar do seu mau humor. Jonas ficou muito contente com o rícino.
7 Mas no dia seguinte, ao romper da manhã, Deus mandou um verme, que roeu as raízes do rícino, e ele secou.
8 Ao nascer do sol, Deus fez soprar do oriente um vento abrasador e o sol bateu em cheio na cabeça de Jonas, fazendo-o desmaiar. E Jonas tornou a pedir a morte, exclamando: «Para mim é melhor morrer do que ficar vivo».
9 Então Deus disse a Jonas: «Terás razão para te irritares por causa do rícino?». Jonas respondeu: «Tenho razão de me irritar mortalmente».
10 O Senhor disse-lhe: «Tu tens pena do rícino, que não te deu qualquer trabalho e não fizeste crescer, que nasceu numa noite e numa noite morreu.
11 E Eu não devia ter pena da grande cidade de Nínive, onde há mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem distinguir a mão direita da esquerda, além de grande número de animais?».

86(85),3-4.5-6.9-10.

R/ Senhor, sois um Deus paciente e cheio de misericórdia.

3 Tende piedade de mim, Senhor,
que a Vós clamo todo o dia.
4 Alegrai a alma do vosso servo,
porque a Vós, Senhor, elevo a minha alma.

5 Vós, Senhor, sois bom e indulgente,
cheio de misericórdia para com todos os que Vos invocam.
6 Ouvi, Senhor, a minha oração,
atendei a voz da minha súplica.

9 Todos os povos que criastes virão adorar-Vos, Senhor,
e glorificar o vosso nome,
10 porque Vós sois grande e operais maravilhas,
Vós sois o único Deus.

11,1-4.

1 Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Batista ensinou também os seus discípulos».
2 Disse-lhes Jesus: «Quando orardes, dizei: "Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino;
3 dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; perdoai-nos os nossos pecados,
4 porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixeis cair em tentação"».

Comentário ao Evangelho

«Pai, santificado seja o vosso nome»

A expressão «Deus Pai» nunca tinha sido revelada a ninguém; quando o próprio Moisés perguntou a Deus quem Ele era, ouviu outro nome. Esse nome foi-nos revelado no Filho, pois implica o novo nome de Pai: «Vim em nome do meu Pai» (Jo 5,43); e também: «Pai, glorifica o teu nome» (Jo 12,28); e, ainda mais explicitamente: «Manifestei o teu nome aos homens» (Jo 17,6). É por isso que Lhe pedimos: «Santificado seja o vosso nome».

Não que convenha ao homem fazer votos a Deus, como se pudéssemos desejar-Lhe alguma coisa, ou como se Lhe faltasse alguma coisa sem esse nosso voto. Mas devemos bendizer a Deus em todo o tempo e lugar, para prestar a homenagem de gratidão que todo o homem deve aos seus benefícios. A bênção cumpre essa função. Além disso, como poderia o nome de Deus não ser sempre santo e santificado em si mesmo, se santifica os outros? O exército de anjos que O rodeia não cessa de dizer: «Santo, Santo, Santo»; e nós, que aspiramos a partilhar a bem-aventurança dos anjos, associamo-nos desde já às suas vozes e repetimos o papel da nossa futura dignidade. Isso no que diz respeito à glória de Deus.

Quanto à oração que formulamos por nós, quando dizemos: «Santificado seja o vosso nome», pedimos que esse nome seja santificado em nós, que estamos nele, mas também nos outros, que a graça de Deus ainda espera, a fim de nos conformarmos com o preceito que nos obriga a rezar por todos, mesmo pelos nossos inimigos. É por isso que não dizer expressamente «santificado seja o vosso nome» em nós, é pedir que ele seja santificado em todos os homens.

Tertuliano (c. 155-c. 220) teólogo Sobre a oração, 1-10

Santo do Dia