Liturgia diária
27º Domingo do Tempo Comum
1,2-3.2,2-4.
2 «Até quando, Senhor, chamarei por Vós e não me ouvis? Até quando clamarei contra a violência e não me enviais a salvação?
3 Porque me deixais ver a iniquidade e contemplar a injustiça? Diante de mim está a opressão e a violência, levantam-se contendas e reina a discórdia?»
2 O Senhor respondeu-me: «Põe por escrito esta visão e grava-a em tábuas com toda a clareza, de modo que a possam ler facilmente.
3 Embora esta visão só se realize na devida altura, ela há de cumprir-se com certeza e não falhará. Se parece demorar, deves esperá-la, porque ela há de vir e não tardará.
4 Vede como sucumbe aquele que não tem alma reta; mas o justo viverá pela sua fidelidade».
95(94),1-2.6-7.8-9.
R/ Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações.
1 Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
aclamemos a Deus, nosso Salvador.
2 Vamos à sua presença e demos graças,
ao som de cânticos aclamemos o Senhor.
6 Vinde, prostremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou.
7 Pois Ele é o nosso Deus,
e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.
8 Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:
«Não endureçais os vossos corações,
como em Meriba, como no dia de Massa no deserto,
9 onde vossos pais Me tentaram e provocaram,
apesar de terem visto as minhas obras».
1,6-8.13-14.
6 Caríssimo: Exorto-te a que reanimes o dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos.
7 Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de caridade e moderação.
8 Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor, nem te envergonhes de mim, seu prisioneiro. Mas sofre comigo pelo Evangelho, confiando no poder de Deus.
13 Toma como norma as sãs palavras que me ouviste, segundo a fé e a caridade que temos em Jesus Cristo.
14 Guarda a boa doutrina que nos foi confiada, com o auxílio do Espírito Santo, que habita em nós.
17,5-10.
5 Naquele tempo, os Apóstolos disseram ao Senhor: «Aumenta a nossa fé».
6 O Senhor respondeu: «Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: "Arranca-te daí e vai plantar-te no mar", e ela vos obedeceria».
7 Quem de vós, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado, lhe dirá quando ele voltar do campo: ‘Vem depressa sentar-te à mesa’?
8 Não lhe dirá antes: "Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires, até que eu tenha comido e bebido. Depois comerás e beberás tu"?
9 Terá de agradecer ao servo por lhe ter feito o que mandou?
10 Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: "Somos inúteis servos: fizemos o que devíamos fazer"».
Comentário ao Evangelho
«Somos inúteis servos»
Este modo justo de servir torna humilde o agente. Este não assume uma posição de superioridade face ao outro, por mais miserável que possa ser de momento a sua situação. Cristo ocupou o último lugar no mundo – a cruz – e, precisamente com esta humildade radical, redimiu-nos e ajuda-nos sem cessar. Quem se acha em condições de ajudar há de reconhecer que, precisamente deste modo, é também ele próprio ajudado; não é mérito seu nem título de glória o facto de poder ajudar. Esta tarefa é graça.
Quanto mais alguém trabalhar pelos outros, tanto melhor compreenderá e assumirá como própria esta palavra de Cristo: «Somos inúteis servos». Na realidade, essa pessoa reconhece que não age em virtude de uma superioridade ou de uma maior eficiência pessoal, mas porque o Senhor lhe concedeu este dom. Às vezes, a excessiva vastidão das necessidades e as limitações do próprio agir poderão expô-lo à tentação do desânimo. Mas é precisamente então que lhe serve de ajuda saber que, em última instância, não passa de um instrumento nas mãos do Senhor; libertar-se-á assim da presunção de ter de realizar, pessoalmente e sozinha, o necessário melhoramento do mundo. Com humildade, fará o que lhe for possível realizar e, com humildade, confiará o resto ao Senhor. É Deus quem governa o mundo, não nós.
Santo do Dia
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