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Liturgia diária

Terça-feira da 26ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 30 De Setembro Cor litúrgica: Verde

8,20-23.

20 Assim fala o Senhor do Universo: Virão de novo a Jerusalém povos e habitantes de grandes cidades.
21 Os habitantes de uma cidade irão dizer aos habitantes da outra: «Vamos implorar a benevolência do Senhor, vamos procurar o Senhor do Universo. Eu também irei».
22 Virão muitos povos e nações poderosas procurar em Jerusalém o Senhor do Universo, implorar a benevolência do Senhor.
23 Assim fala o Senhor do Universo: Naqueles dias, dez homens de todas as línguas faladas entre as nações agarrarão um judeu pela orla do manto, dizendo: «Queremos ir na vossa companhia, porque ouvimos dizer que Deus está convosco».

87(86),1-3.4-5.6-7.

R/ O Senhor está connosco.

1 O Senhor ama a cidade,
por Ele fundada sobre os montes santos;
2 ama as portas de Sião
mais que todas as moradas de Jacob.
3 Grandes coisas se dizem de ti, ó cidade de Deus.

4 Contarei o Egito e a Babilónia
entre os meus adoradores;
a Filisteia, Tiro e a Etiópia, uns e outros ali nasceram.
5 E dir-se-á em Sião: «Todos lá nasceram,
o próprio Altíssimo a consolidou».

6 O Senhor escreverá no registo dos povos:
«Este nasceu em Sião».
7 E irão dançando e cantando:
«Todas as minhas fontes estão em ti».

9,51-56.

51 Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém
52 e mandou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de Lhe prepararem hospedagem.
53 Mas aquela gente não O quis receber, porque ia a caminho de Jerusalém.
54 Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram a Jesus: «Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu que os destrua?».
55 Mas Jesus voltou-Se e repreendeu-os.
56 E seguiram para outra povoação.

Comentário ao Evangelho

Praticai a mansidão!

[Nosso Senhor:] «Outra virtude que vos recomendei frequentemente por palavras e ainda mais pelo exemplo é a mansidão. [...] Foi por vós, para bem de todos vós, que muitas vezes vos preguei sobre ela. [...] Praticai a mansidão nos pensamentos, afastando, expulsando como inspirações do diabo, qualquer pensamento de amargura, dureza, rigidez, violência, raiva, rancor, antipatia, juízos severos sobre pessoas pelas quais não sois responsáveis; acolhei, alimentai pensamentos mansos, ternos, caridosos, pensamentos de simpatia, de bondade, de gratidão. [...]

Comovei-vos ao contemplar o amor que deveis a todos os homens, meus filhos amados, vossos irmãos; a gratidão que deveis a todos aqueles que vos fazem algum bem pela comunhão dos santos, pela glória que todos Me dão, quer queiram quer não, a Mim, vosso Bem-Amado. Tendes em todos os homens amigos ternos e muito poderosos, pois tendes com eles, em todo o momento, o anjo de cada um.

Sede todos mel, todos ternura, todos paz nos vossos pensamentos. [...] E sejam também assim as vossas palavras. [...] Se fordes por vezes, por dever, obrigados a ter palavras severas, que a vossa severidade deixe transparecer, como que através de um véu transparente que cobre um fundo de eterna mansidão, que é apenas passageira, que cessará assim que o bem das almas a quem se dirige deixar de a exigir, que só deseja desaparecer e dar lugar à mansidão.

São Charles de Foucauld (1858-1916) eremita e missionário no Saara Retiro de oito dias em Efrem

Santo do Dia