Liturgia diária
Sexta-feira da 24ª semana do Tempo Comum
6,2c-12.
2 Caríssimo: Eis o que deves ensinar e recomendar:
3 se alguém ensinar outra doutrina e não seguir as palavras salutares de Nosso Senhor Jesus Cristo e a doutrina conforme à piedade,
4 é um homem orgulhoso, um ignorante, um doente que se ocupa com questões e contendas de palavras. Daí nasce a inveja, a discórdia, os insultos, as suspeitas malévolas,
5 as altercações entre homens de espírito perverso, que perderam o sentido da verdade e veem na piedade uma fonte de lucro.
6 A piedade é realmente uma fonte de lucro para quem se contenta com o que tem.
7 Nada trouxemos para este mundo e nada podemos levar dele.
8 Se tivermos que comer e que vestir, estaremos contentes.
9 Mas aqueles que querem enriquecer caem em ciladas e tentações e em muitos desejos insensatos e funestos, que mergulham os homens na ruína e na perdição.
10 O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; alguns, ao tentarem alcançá-lo, transviaram-se da fé e atraíram sobre si muitos sofrimentos.
11 Mas tu, homem de Deus, evita tudo isso. Pratica a justiça e a piedade, a fé e a caridade, a perseverança e a mansidão.
12 Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e sobre a qual fizeste tão bela profissão de fé perante numerosas testemunhas.
49(48),6-7.8-10.17-18.19-20.
R/ Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
6 Porque hei de inquietar-me nos dias maus,
quando me cerca a iniquidade dos perseguidores,
7 dos que confiam na sua opulência
e se vangloriam na sua grande riqueza?
8 O homem não pode pagar o seu resgate,
não pode pagar a Deus a sua redenção.
9 É muito caro o resgate da sua vida
e ele nunca pagará o suficiente,
10 para prolongar indefinidamente a sua vida
e não experimentar a corrupção da morte.
17 Não te irrites se alguém enriquece
e aumenta a riqueza da sua casa.
18 Quando morrer, nada levará consigo,
a sua fortuna não o acompanhará.
19 Ainda que em vida se felicitasse:
«Louvar-te-ão porque trataste bem de ti»,
20 não deixará de ir para a companhia de seus pais,
que jamais verão a luz.
8,1-3.
1 Naquele tempo, Jesus ia caminhando por cidades e aldeias, a pregar e a anunciar a boa nova do Reino de Deus. Acompanhavam-no os Doze,
2 bem como algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades. Eram Maria, chamada Madalena, de quem tinham saído sete demónios,
3 Joana, mulher de Cusa, administrador de Herodes, Susana e muitas outras, que serviam Jesus e os discípulos com os seus bens.
Comentário ao Evangelho
«Acompanhavam-no os Doze, bem como algumas mulheres»
«Se conhecesses o dom de Deus» (Jo 4,10), diz Jesus à Samaritana num daqueles admiráveis colóquios em que Ele mostra quanta estima tem pela dignidade de cada mulher e pela vocação que lhe permite participar na sua missão de Messias. […] A Igreja deseja render graças à Santíssima Trindade pelo «mistério da mulher» e por todas as mulheres, por aquilo que constitui a eterna medida da sua dignidade feminina, pelas «grandes obras de Deus» que na história das gerações humanas nela e por seu intermédio se realizaram. Em última análise, não foi nela e por seu intermédio que se operou o que há de maior na história do homem sobre a Terra: o evento pelo qual Deus mesmo Se fez homem?
A Igreja, portanto, dá graças por todas e cada uma das mulheres: pelas mães, pelas irmãs, pelas esposas; pelas mulheres consagradas a Deus na virgindade; pelas mulheres que se dedicam a tantos e tantos seres humanos que esperam o amor gratuito de outra pessoa; pelas mulheres que cuidam do ser humano na família, que é o sinal fundamental da sociedade humana; pelas mulheres que trabalham profissionalmente, e que às vezes carregam uma grande responsabilidade social. […]
A Igreja agradece todas as manifestações do «génio» feminino surgidas no curso da história, no meio de todos os povos e nações; agradece todos os carismas que o Espírito Santo concede às mulheres na história do Povo de Deus. […] A Igreja pede, ao mesmo tempo, que estas inestimáveis «manifestações do Espírito» (cf 1Cor12,4s), com grande generosidade concedidas às filhas da Jerusalém eterna, sejam atentamente reconhecidas e valorizadas, para que redundem em vantagem comum para a Igreja e para a humanidade.
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