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Liturgia diária

Terça-feira da 24ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 16 De Setembro Cor litúrgica: Verde

3,1-13.

1 Caríssimo: É digna de fé esta palavra: Quem aspira a um cargo de governo na Igreja aspira a uma nobre função.
2 Mas quem exerce esse cargo deve ser irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio, ponderado, digno, hospitaleiro, capaz de ensinar,
3 não dado ao vinho, nem violento, mas condescendente, pacífico e desinteressado.
4 Deve governar bem a sua casa, mantendo os filhos submissos com toda a dignidade,
5 pois quem não sabe governar a própria casa, como poderá cuidar da Igreja de Deus?
6 Não deve ser um recém-convertido, não aconteça que se encha de orgulho e venha a incorrer na mesma condenação do diabo.
7 Além disso, deve gozar de boa fama entre os de fora, para não cair no descrédito e em alguma cilada do diabo.
8 Os diáconos devem igualmente ser dignos, homens de palavra, não propensos ao excesso de bebidas nem a lucros desonestos;
9 e conservem o mistério da fé numa consciência pura.
10 Sejam primeiro postos à prova; depois, se não houver nada a censurar-lhes, poderão exercer o diaconado.
11 As suas mulheres devem igualmente ser dignas, não maldizentes, mas sóbrias e fiéis em tudo.
12 Não se casem os diáconos mais que uma vez; governem bem os filhos e a própria casa.
13 Porque aqueles que exercem bem o seu ministério alcançam uma posição honrosa e uma firme confiança, fundada sobre a fé em Cristo Jesus.

101(100),1-2ab.2cd-3ab.5.6.

R/ Andarei no caminho perfeito.

1 Quero cantar a bondade e a justiça:
a Vós, Senhor, entoarei salmos.
2 Quero seguir o caminho perfeito:
2 quando vireis ao meu encontro?

2 Viverei na inocência do coração
2 no interior da minha casa.
3 Não porei diante de meus olhos
3 qualquer ação perversa.

5 Quem às ocultas calunia o seu próximo,
hei de reduzi-lo ao silêncio.
Ao de olhar altivo e coração soberbo,
não o poderei suportar.

6 Tenho os olhos postos na gente leal da minha terra,
para que esteja sempre ao meu lado.
Só aquele que segue o caminho perfeito
poderá ser meu servo.

7,11-17.

11 Naquele tempo, dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão.
12 Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade.
13 Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores».
14 Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te».
15 O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe.
16 Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo».
17 E a fama deste acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas.

Comentário ao Evangelho

«Jovem, Eu te ordeno: levanta-te»

Que ninguém duvide, se for cristão, de que os mortos continuam a ressuscitar. Todos temos olhos para testemunhar ressurreições como a do filho desta viúva do evangelho. Mas nem todos somos capazes de testemunhar a ressurreição de homens que estão mortos espiritualmente, pois para isso é preciso já ter ressuscitado interiormente. É maior feito ressuscitar alguém que há de viver para sempre do que ressuscitar alguém que tem de morrer de novo.

A mãe deste jovem, esta viúva, teve transportes de alegria ao ver o filho ressuscitado. A nossa mãe, a Igreja, também rejubila ao assistir diariamente à ressurreição espiritual dos seus filhos. O filho da viúva tinha morrido com a morte do corpo; estes, com a morte da alma. Derramavam-se lágrimas sobre a morte visível do primeiro; mas poucos se preocupam com a morte invisível destes últimos, pois nem sequer a veem. O único que não ficou indiferente foi Aquele que conhecia estes últimos mortos; só Ele conhecia esses mortos e podia dar-lhes a vida. Com efeito, se o Senhor não tivesse vindo para ressuscitar os mortos, o apóstolo Paulo não teria dito: «Desperta, tu que dormes; levanta-te do meio dos mortos, e Cristo brilhará sobre ti» (Ef 5,14).

Santo Agostinho (354-430) bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Sermão 98

Santo do Dia