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Liturgia diária

21º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 24 De Agosto Cor litúrgica: Verde

66,18-21.

18 Eis o que diz o Senhor: «Eu virei reunir todas as nações e todas as línguas, para que venham contemplar a minha glória.
19 Eu lhes darei um sinal e de entre eles enviarei sobreviventes às nações: a Társis, a Fut, a Lud, a Mosoc, a Rós, a Tubal e a Javã, às ilhas remotas que não ouviram falar de Mim nem contemplaram ainda a minha glória, para que anunciem a minha glória entre as nações.
20 De todas as nações, como oferenda ao Senhor, eles hão de reconduzir todos os vossos irmãos, em cavalos, em carros, em liteiras, em mulas e em dromedários, até ao meu santo monte, em Jerusalém – diz o Senhor – como os filhos de Israel trazem a sua oblação em vaso puro ao templo do Senhor.
21 Também escolherei alguns deles para sacerdotes e levitas».

117(116),1.2.

R/ Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho.

1 Louvai o Senhor, todas as nações,
aclamai-O, todos os povos.

2 É firme a sua misericórdia para connosco,
a fidelidade do Senhor permanece para sempre.

12,5-7.11-13.

5 Irmãos: Já esquecestes a exortação que vos é dirigida, como a filhos que sois: «Meu filho, não desprezes a correção do Senhor, nem desanimes quando Ele te repreende;
6 porque o Senhor corrige aqueles que ama e castiga aqueles que reconhece como filhos».
7 É para vossa correção que sofreis. Deus trata-vos como filhos. Qual é o filho a quem o pai não corrige?
11 Toda a correção, no momento em que se recebe, é considerada mais como motivo de tristeza que de alegria. Mais tarde, porém, dá àqueles que foram exercitados um fruto de paz e de justiça.
12 Por isso, levantai as vossas mãos fatigadas e os vossos joelhos vacilantes;
13 dirigi os vossos passos por caminhos direitos, para que o coxo não se extravie, mas antes seja curado.

13,22-30.

22 Naquele tempo, Jesus dirigia-Se para Jerusalém e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava.
23 Alguém Lhe perguntou: «Senhor, são poucos os que se salvam?». Ele respondeu:
24 «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir.
25 Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, vós ficareis fora e batereis à porta, dizendo: "Abre-nos, senhor"; mas ele responder-vos-á: "Não sei de onde sois".
26 Então começareis a dizer: "Comemos e bebemos contigo, e tu ensinaste nas nossas praças".
27 Mas ele responderá: "Repito que não sei de onde sois. Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade".
28 Aí haverá choro e ranger de dentes, quando virdes no reino de Deus Abraão, Isaac e Jacob e todos os profetas, e vós a serdes postos fora.
29 Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus.
30 Há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos».

Comentário ao Evangelho

«Esforçai-vos por entrar pela porta estreita»

Não podemos contar com estabilidade num mundo onde estamos apenas de passagem; para nós, viver é deixar passar a vida todos os dias. [...]

O homem não sofre essa mutabilidade apenas no corpo, mas também na alma, quando se esforça por se elevar ao melhor. De facto, sob o peso da sua mutabilidade, a alma é incessantemente arrastada para aquilo que não é e, se não for mantida no seu estado inicial por uma rigorosa disciplina de vigilância, desliza incessantemente para o pior. Pois, ao abandonar Aquele que permanece, perdeu a estabilidade que poderia ter mantido. Assim, o esforço que agora faz por ascender ao melhor é uma subida a contracorrente; por isso, se abrandar na sua intenção de subir, depressa será arrastada para o abismo.

Sim, subir dá trabalho e, para descer, basta deixarmo-nos levar; e é pela porta estreita que entraremos, como nos lembra o Senhor: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita». Antes de falar na entrada pela porta estreita, diz-nos: «Esforçai-vos»; porque, sem uma fervorosa contenção de espírito, a corrente deste mundo, que puxa a alma incessantemente para a baixeza, torna-se invencível.

São Gregório Magno (c. 540-604) papa, doutor da Igreja «Morais sobre Job», Livro XI, SC 212

Santo do Dia