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Liturgia diária

Santa Teresa Benedita da Cruz, virgem e mártir, copadroeira da Europa – festa

Sábado, 9 De Agosto Cor litúrgica: Vermelho

2,16b.17b.21-22.

16 Eis o que diz o Senhor: «Hei de conduzir Israel ao deserto e falar-lhe ao coração.
17 Ali corresponderá como nos dias da sua juventude, quando saiu da terra do Egito.
21 Farei de ti minha esposa para sempre, desposar-te-ei segundo a justiça e o direito, com amor e misericórdia
22 Desposar-te-ei com fidelidade e tu conhecerás o Senhor».

45(44),11-12.14-17.

R/ Escuta e inclina-te diante do Senhor.

11 Ouve, filha, vê e presta atenção,
esquece o teu povo e a casa de teu pai.
12 Da tua beleza se enamora o Rei,
Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.

14 A filha do Rei avança cheia de esplendor,
de brocados de ouro são os seus vestidos.
15 Com um manto multicolor é apresentada ao Rei,
seguem-na as donzelas, suas companheiras.

16 Cheias de entusiasmo e alegria,
entram no palácio do Rei.
17 Teus filhos substituirão os teus pais,
estabelecê-los-ás príncipes sobre toda a Terra.

25,1-13.

1 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo.
2 Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes.
3 As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo,
4 enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias.
5 Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram.
6 No meio da noite, ouviu-se um brado: "Aí vem o esposo; ide ao seu encontro".
7 Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas.
8 As insensatas disseram às prudentes: "Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se".
9 Mas as prudentes responderam: "Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores".
10 Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se.
11 Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: "Senhor, senhor, abre-nos a porta".
12 Mas ele respondeu: "Em verdade vos digo: não vos conheço".
13 Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora».

Comentário ao Evangelho

Sumo-Sacerdote da Nova Aliança

A nossa alma é um templo de Deus e isso, só por si, abre-nos uma perspectiva vasta e completamente nova. A vida de oração de Jesus é a chave para compreendermos a oração da Igreja. [...] Cristo tomou parte no culto divino do seu povo, levado a cabo publicamente no Templo e segundo as prescrições da Lei. [...] Ele estabeleceu a mais profunda ligação entre essa liturgia e a oferenda da sua própria pessoa e, atribuindo-lhe o seu verdadeiro e pleno significado de ação de graças da criação pelo seu Criador, conduziu a liturgia da antiga Aliança à sua realização na nova Aliança.

Mas Jesus não Se limitou a tomar parte no culto divino público prescrito pela Lei. Os evangelhos fazem referências ainda mais numerosas à sua oração solitária, no silêncio da noite, no cimo das montanhas ou em lugares desertos (cf Mt 14,23; Mc 1,35; 6,46; Lc 5,16); quarenta dias e quarenta noites de oração precederam a sua vida pública (cf Mt 4,1-2); retirou-Se para o silêncio da montanha antes de escolher os seus apóstolos (cf Lc 6,12) e de os enviar em missão; no Monte das Oliveiras, preparou a sua subida ao Gólgota, e o brado com que Se dirigiu ao Pai nessa hora, a mais penosa de todas as horas da sua vida, é-nos revelado em poucas palavras [...], que são como que um relâmpago que por um instante ilumina e torna mais clara para nós a vida íntima da sua alma, o insondável mistério do seu ser de Homem-Deus e do seu diálogo com o Pai.

Este diálogo durou toda a sua vida, sem nunca sofrer interrupção. Jesus rezava interiormente, não só quando Se afastava das multidões, mas também quando Se encontrava entre as pessoas.

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942) carmelita, mártir, co-padroeira da Europa De «A Oração da Igreja» (1936)

Santo do Dia