Liturgia diária
Santa Teresa Benedita da Cruz, virgem e mártir, copadroeira da Europa – festa
2,16b.17b.21-22.
16 Eis o que diz o Senhor: «Hei de conduzir Israel ao deserto e falar-lhe ao coração.
17 Ali corresponderá como nos dias da sua juventude, quando saiu da terra do Egito.
21 Farei de ti minha esposa para sempre, desposar-te-ei segundo a justiça e o direito, com amor e misericórdia
22 Desposar-te-ei com fidelidade e tu conhecerás o Senhor».
45(44),11-12.14-17.
R/ Escuta e inclina-te diante do Senhor.
11 Ouve, filha, vê e presta atenção,
esquece o teu povo e a casa de teu pai.
12 Da tua beleza se enamora o Rei,
Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.
14 A filha do Rei avança cheia de esplendor,
de brocados de ouro são os seus vestidos.
15 Com um manto multicolor é apresentada ao Rei,
seguem-na as donzelas, suas companheiras.
16 Cheias de entusiasmo e alegria,
entram no palácio do Rei.
17 Teus filhos substituirão os teus pais,
estabelecê-los-ás príncipes sobre toda a Terra.
25,1-13.
1 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo.
2 Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes.
3 As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo,
4 enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias.
5 Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram.
6 No meio da noite, ouviu-se um brado: "Aí vem o esposo; ide ao seu encontro".
7 Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas.
8 As insensatas disseram às prudentes: "Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se".
9 Mas as prudentes responderam: "Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores".
10 Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se.
11 Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: "Senhor, senhor, abre-nos a porta".
12 Mas ele respondeu: "Em verdade vos digo: não vos conheço".
13 Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora».
Comentário ao Evangelho
Sumo-Sacerdote da Nova Aliança
A nossa alma é um templo de Deus e isso, só por si, abre-nos uma perspectiva vasta e completamente nova. A vida de oração de Jesus é a chave para compreendermos a oração da Igreja. [...] Cristo tomou parte no culto divino do seu povo, levado a cabo publicamente no Templo e segundo as prescrições da Lei. [...] Ele estabeleceu a mais profunda ligação entre essa liturgia e a oferenda da sua própria pessoa e, atribuindo-lhe o seu verdadeiro e pleno significado de ação de graças da criação pelo seu Criador, conduziu a liturgia da antiga Aliança à sua realização na nova Aliança.
Mas Jesus não Se limitou a tomar parte no culto divino público prescrito pela Lei. Os evangelhos fazem referências ainda mais numerosas à sua oração solitária, no silêncio da noite, no cimo das montanhas ou em lugares desertos (cf Mt 14,23; Mc 1,35; 6,46; Lc 5,16); quarenta dias e quarenta noites de oração precederam a sua vida pública (cf Mt 4,1-2); retirou-Se para o silêncio da montanha antes de escolher os seus apóstolos (cf Lc 6,12) e de os enviar em missão; no Monte das Oliveiras, preparou a sua subida ao Gólgota, e o brado com que Se dirigiu ao Pai nessa hora, a mais penosa de todas as horas da sua vida, é-nos revelado em poucas palavras [...], que são como que um relâmpago que por um instante ilumina e torna mais clara para nós a vida íntima da sua alma, o insondável mistério do seu ser de Homem-Deus e do seu diálogo com o Pai.
Este diálogo durou toda a sua vida, sem nunca sofrer interrupção. Jesus rezava interiormente, não só quando Se afastava das multidões, mas também quando Se encontrava entre as pessoas.
Santo do Dia
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