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Liturgia diária

Terça-feira da 18ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 5 De Agosto Cor litúrgica: Verde

12,1-13.

1 Naqueles dias, Maria e Aarão censuraram Moisés, por causa da mulher etíope que ele tomara como esposa.
2 Eles disseram-lhe: «Foi somente a Moisés que o Senhor falou? Não nos falou também a nós?». E o Senhor ouviu.
3 Moisés era homem muito humilde, mais humilde que todos os homens sobre a face da Terra.
4 Subitamente, o Senhor disse a Moisés, a Aarão e a Maria: «Vinde, todos três, à Tenda da Reunião». E os três puseram-se a caminho.
5 O Senhor desceu numa coluna de nuvem e ficou à entrada da Tenda. Chamou Aarão e Maria e eles aproximaram-se.
6 Disse-lhes o Senhor: «Escutai bem as minhas palavras: se há entre vós algum profeta, revelo-Me a ele numa visão, ou falo com ele em sonhos.
7 Mas não procedo assim com o meu servo Moisés: ele é o homem de confiança em toda a minha casa.
8 Eu falo com ele face a face, em visão direta e não por enigmas; ele vê a imagem do Senhor. Porque ousastes censurar o meu servo Moisés?».
9 A ira do Senhor inflamou-se contra eles e o Senhor retirou-Se,
10 enquanto a nuvem se afastava da Tenda. Maria cobriu-se de lepra, branca como a neve. Aarão voltou-se para ela e viu que estava leprosa.
11 Aarão disse a Moisés: «Por piedade, meu senhor! Não deixes cair sobre nós a culpa do pecado que tivemos a loucura de cometer.
12 Que ela não fique semelhante à criança que nasce morta, com o corpo meio corroído, ao sair do ventre materno!».
13 Então, Moisés clamou ao Senhor: «Por piedade, Senhor Deus, curai-a».

51(50),3-4.5-6a.6bc-7.12-13.

R/ Pecámos, Senhor: tende compaixão de nós.

3 Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia,
apagai os meus pecados.
4 Lavai-me de toda a iniquidade

e purificai-me de todas as faltas.
5 Porque eu reconheço os meus pecados
e tenho sempre diante de mim as minhas culpas.
6 Pequei contra Vós, só contra Vós,

e fiz o mal diante dos vossos olhos.
6 e fiz o mal diante dos vossos olhos.
6 Assim é justa a vossa sentença
e reto o vosso julgamento.

7 Porque eu nasci na culpa
e minha mãe concebeu-me em pecado.
12 Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.

13 Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.

14,22-36.

22 Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-lo na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão.
23 Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho.
24 O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
25 Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
26 Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo.
27 Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais».
28 Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas».
29 «Vem!», disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus.
30 Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!».
31 Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois, disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?».
32 Logo que subiram para o barco, o vento amainou.
33 Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus, e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus».
34 Depois, fizeram a travessia e vieram para terra em Genesaré.
35 Os homens do lugar reconheceram Jesus e mandaram avisar toda aquela região. Trouxeram-Lhe todos os doentes
36 e pediam que os deixasse tocar ao menos na orla do seu manto. E quantos Lhe tocaram foram completamente curados.

Comentário ao Evangelho

«Tende confiança. Sou Eu. Não temais»

[Nosso Senhor:] Meus filhos, aconteça o que acontecer, recordai-vos de que Eu estou sempre convosco. [...] Recordai-vos de que, visível ou invisível, parecendo agir ou parecendo estar a dormir e esquecido de vós, Eu velo, estou em toda a parte e sou omnipotente. Não tenhais nunca medo nem preocupações: Eu estou convosco, Eu velo, Eu amo-vos – espero que não duvideis do meu amor! – e sou omnipotente. [...] Precisais de mais alguma coisa? [...]

Tudo o que vos acontece, acontece-vos com minha autorização ou por minha vontade, com autorização ou por vontade do meu amor, para que daí tireis um grande bem, grande bem esse que Eu próprio vos ajudo a tirar com a minha graça. [...] Não temais, pois, porque nada vos pode acontecer sem minha autorização. [...] Não vos aflijais com nada, e muito menos com dores que ultrapassem os movimentos instintivos, rápidos e fugazes, da sensibilidade, que são efeito da natureza e dos sentidos; mas conformai a vossa vontade com a minha. [...]

Lembrai-vos das tempestades que Eu acalmei com uma palavra, fazendo-lhes suceder uma grande calma. [...] Recordai como sustentei Pedro a caminhar sobre as águas. [...] Estou sempre tão perto de cada homem como estava de vós naquela altura, e igualmente disposto a ajudar-vos, a socorrer-vos em tudo o que for para o bem da vossa alma. [...] Oh! nesta vida, as tempestades são contínuas, e o vosso barco está sempre prestes a afundar-se. [...] Mas Eu estou aqui, e comigo ele não se afunda: desconfiai de tudo, especialmente de vós, mas tende em Mim uma confiança total, que elimina a ansiedade.

São Charles de Foucauld (1858-1916) eremita e missionário no Saara «Oito dias em Efrém»

Santo do Dia