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Liturgia diária

Quinta-feira da 17ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 31 De Julho Cor litúrgica: Verde

40,16-21.34-38.

16 Naqueles dias, Moisés fez tudo como o Senhor lhe tinha ordenado.
17 No primeiro dia do primeiro mês do ano segundo, foi erguido o Tabernáculo.
18 Moisés construiu assim o Tabernáculo: assentou as bases, colocou as pranchas, aplicou as travessas e levantou as colunas.
19 Depois estendeu a Tenda sobre o Tabernáculo e pôs sobre ele a cobertura da Tenda, conforme o Senhor lhe tinha ordenado.
20 Colocou as tábuas da Lei dentro da Arca; pôs os varais na Arca e, sobre esta, o propiciatório.
21 Levou a Arca para dentro do Tabernáculo e colocou o véu de proteção para encobrir a Arca da Lei, conforme o Senhor lhe tinha ordenado.
34 Então a nuvem cobriu a Tenda da Reunião e a glória do Senhor encheu o Tabernáculo.
35 Moisés não podia entrar na Tenda da Reunião, porque a nuvem estava poisada sobre ela e a glória do Senhor enchia o Tabernáculo.
36 Sempre que a nuvem se elevava acima do Tabernáculo, os filhos de Israel levantavam o acampamento para nova jornada.
37 Mas se a nuvem não se elevava, eles não se moviam enquanto ela não se elevasse de novo.
38 De dia repousava a nuvem do Senhor sobre o Tabernáculo e de noite aparecia fogo sobre ele, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.

84(83),3.4.5-6a.8a.11.

R/ Como é agradável a vossa morada, Senhor do Universo!

3 A minha alma suspira ansiosamente
pelos átrios do Senhor.
O meu ser e a minha carne
exultam no Deus vivo.

4 Até as aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e meu Deus.

5 Felizes os que moram em vossa casa:
podem louvar-Vos continuamente.
6 Felizes os que em Vós encontram a sua força,
8 os que caminham para ver a Deus em Sião.

11 Um dia em vossos átrios
vale por mais de mil longe de Vós.
Antes quero ficar no vestíbulo da casa do meu Deus,
do que habitar nas tendas dos pecadores.

13,47-53.

47 Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O Reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes.
48 Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos, e o que não presta deitam-no fora.
49 Assim será no fim do mundo: os anjos sairão a separar os maus do meio dos justos
50 e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes.
51 Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe: «Entendemos».
52 Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído sobre o Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas».
53 Quando acabou de proferir estas parábolas, Jesus continuou o seu caminho.

Comentário ao Evangelho

A ascese vigilante do justo

«Os meus dias extinguem-se» (Job 17,1). O fôlego esgota-se com o medo do juízo, porque quanto mais a alma do eleito se sente próxima do juízo supremo, mais treme de pavor ao examinar a sua consciência e, se chega a descobrir em si algum pensamento carnal, consome-o no fogo da penitência. [...] O eleito bate na sua consciência com tanto mais penetração quanto mais espera rigorosamente o juiz, já próximo.

É por isso que os eleitos acreditam que o seu fim está sempre próximo. De facto, se a alma do réprobo se comporta muitas vezes mal, é porque acredita que ainda tem muito tempo de vida neste mundo. Assim, o fôlego do justo murcha e o do injusto fortalece-se; precisamente porque se enche de orgulho, o seu fôlego não se extingue. Mas, quando o justo considera a brevidade da sua vida, afasta-se das faltas de orgulho e de impureza. Daí o aditamento: «Os meus dias extinguem-se; só me resta o sepulcro» (Job 17,1). Aquele que considera o que será na morte age com temor; e, já não estando vivo, por assim dizer, a seus próprios olhos, vive com verdade aos olhos daquele que o formou. [...]

É por esta ascese vigilante que o homem justo escapa às armadilhas do pecado. Donde as palavras da Escritura: «Em todas as tuas obras, lembra-te do teu fim, e jamais haverás de pecar» (Si 7,36)

São Gregório Magno (c. 540-604) papa, doutor da Igreja «Morais sobre Job», Livro XIII, SC 212

Santo do Dia