Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

15º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 13 De Julho Cor litúrgica: Verde

30,10-14.

10 Moisés falou ao povo, dizendo: «Escutarás a voz do Senhor, teu Deus, cumprindo os seus preceitos e mandamentos que estão escritos no Livro da Lei, e converter-te-ás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma.
11 Este mandamento que hoje te imponho não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance.
12 Não está no céu, para que precises de dizer: "Quem irá por nós subir ao céu, para no-lo buscar e fazer ouvir, a fim de o pormos em prática?".
13 Não está para além dos mares, para que precises de dizer: "Quem irá por nós transpor os mares, para no-lo buscar e fazer ouvir, a fim de o pormos em prática?".
14 Esta palavra está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas pôr em prática».

69(68),14.17.30-31.33-34.36.37.

R/ Procurai, pobres, o Senhor e encontrareis a vida.

14 A Vós, Senhor, elevo a minha súplica,
pela vossa imensa bondade respondei-me.
17 Tirai-me do lamaçal, para que não me afunde,
livrai-me dos que me odeiam e do abismo das águas.

30 Eu sou pobre e miserável:
defendei-me com a vossa proteção.
31 Louvarei com cânticos o nome de Deus
e em ação de graças O glorificarei.

33 Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,
buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.
34 O Senhor ouve os pobres
e não despreza os cativos.

36 Deus protegerá Sião, reconstruirá as cidades de Judá
e voltarão a ocupá-la os cativos.
37 Os seus servos a receberão em herança,
e nela hão de morar os que amam o seu nome.

1,15-20.

15 Cristo Jesus é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura;
16 porque nele foram criadas todas as coisas no Céu e na Terra, visíveis e invisíveis, tronos e dominações, principados e potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado.
17 Ele é anterior a todas as coisas e nele tudo subsiste.
18 Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar.
19 Aprouve a Deus que nele residisse toda a plenitude
20 e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na Terra e nos Céus.

10,25-37.

25 Naquele tempo, levantou-se um doutor da Lei e perguntou a Jesus para O experimentar: «Mestre, que hei de fazer para receber como herança a vida eterna?».
26 Jesus disse-lhe: «Que está escrito na lei? Como lês tu?».
27 Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo».
28 Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem. Faz isso e viverás».
29 Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: «E quem é o meu próximo?».
30 Jesus, tomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio morto.
31 Por coincidência, descia pelo mesmo caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante.
32 Do mesmo modo, um levita que vinha por aquele lugar viu-o e passou também adiante.
33 Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão.
34 Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele.
35 No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: "Trata bem dele; e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar".
36 Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?».
37 O doutor da lei respondeu: «O que teve compaixão dele». Disse-lhe Jesus: «Então vai e faz o mesmo».

Comentário ao Evangelho

Velemos pelo nosso próximo!

Cuidemos da saúde do nosso próximo com o mesmo cuidado com que cuidamos da nossa, quer ele esteja saudável ou esgotado pela doença. Porque «formamos um só corpo em Cristo» (Rom 12,5): ricos e pobres, escravos e livres, sãos e doentes. Para todos nós, há uma só cabeça e princípio de tudo: Cristo.

O que os membros do corpo são uns para os outros, é-o cada um de nós para cada um dos seus irmãos, e são-no todos para todos. Por isso, não podemos negligenciar nem abandonar aqueles que caíram antes de nós num estado de fraqueza que nos ameaça a todos. Em vez de nos regozijarmos com a nossa saúde, partilhemos os males dos nossos irmãos. Tal como nós, eles são feitos à imagem de Deus e, na sua doença, mantêm a fidelidade a essa imagem melhor do que nós: o homem interior revestiu-se neles do mesmo Cristo e receberam o mesmo «penhor do Espírito» (2Cor 5,5); têm as mesmas leis, os mesmos mandamentos, as mesmas alianças, as mesmas assembleias, os mesmos mistérios, a mesma esperança. Também por eles morreu Cristo, «que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29). Participam na herança da vida celeste, embora tenham sido privados de muitos bens neste mundo; companheiros dos sofrimentos de Cristo, sê-lo-ão também da sua glória.

A natureza humana impõe-nos como lei ter piedade com os outros. Ao ensinar-nos a solidariedade na fraqueza, incute-nos respeito e amor pelos homens.

São Gregório de Nazianzo (330-390) bispo, doutor da Igreja Sobre o amor aos pobres, 4-6, 8, 14, 15

Santo do Dia