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Liturgia diária

Terça-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 1 De Julho Cor litúrgica: Verde

19,15-29.

15 Naqueles dias, os Anjos que se tinham hospedado em casa de Lot insistiram com ele, dizendo: «Levanta-te, toma a tua esposa e as duas filhas que aqui estão, para que não pereças no castigo de Sodoma».
16 E, como ele hesitasse, os homens tomaram-no pela mão, assim como à esposa e às duas filhas, porque o Senhor queria poupá-los.
17 Quando os levavam para fora da cidade, um deles disse: «Foge, se queres salvar a vida. Não olhes para trás, nem te demores em nenhum lugar da planície. Foge para os montes, para não pereceres».
18 Lot respondeu: «Isso não, meu Senhor, eu te peço.
19 O teu servo encontrou graça a teus olhos e mostraste-me uma grande misericórdia, salvando-me a vida. Mas não posso fugir para os montes, sem que a desgraça caia sobre mim e eu morra.
20 Olha, perto daqui há uma pequena cidade, onde posso refugiar-me e escapar do perigo. Como a cidade é pequena, ali salvarei a vida».
21 Ele respondeu: «Está bem. Concedo-te ainda esta graça: não destruirei a cidade de que falas.
22 Foge depressa para lá, porque nada posso fazer, enquanto não tiveres lá chegado». – É por isso que se deu àquela cidade o nome de Soar.
23 Começava o Sol a aparecer sobre a Terra, quando Lot entrou em Soar.
24 Então o Senhor fez chover sobre Sodoma e Gomorra enxofre e fogo que vinham do alto dos céus.
25 Destruiu aquelas cidades e toda a planície, bem como todos os seus habitantes e a vegetação da terra.
26 Entretanto, a mulher de Lot olhou para trás e transformou-se numa estátua de sal.
27 Abraão levantou-se muito cedo e foi ao local onde estivera na presença do Senhor.
28 Olhou para Sodoma e Gomorra e para toda a planície e viu o fumo que subia da terra, como fumo de uma fornalha.
29 Foi assim que, ao destruir as cidades da planície, Deus Se recordou de Abraão e fez que Lot escapasse à catástrofe, quando destruiu as cidades em que ele habitara.

26(25),2-3.9-10.11-12.

R/ Tenho sempre diante de mim a vossa bondade.

2 Observai-me, Senhor, e ponde-me à prova,
purificai-me os rins e o coração.
3 Tenho sempre diante de mim a vossa bondade
e deixo-me guiar pela vossa verdade.

9 Não permitais que a minha alma se junte aos pecadores,
nem a minha vida aos homens sanguinários.
10 Suas mãos estão cheias de crimes
e a sua dextra foi subornada.

11 Eu, porém, procedo com retidão:
salvai-me e tende piedade de mim.
12 Os meus pés seguem por caminho reto:
nas assembleias bendirei o Senhor

8,23-27.

23 Naquele tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-no.
24 Entretanto, levantou-se no mar tão grande tormenta que as ondas cobriam o barco. Jesus dormia.
25 Aproximaram-se os discípulos e acordaram-no, dizendo: «Salva-nos, Senhor, que estamos perdidos».
26 Disse-lhes Jesus: «Porque temeis, homens de pouca fé?». Então levantou-Se, falou imperiosamente ao vento e ao mar e fez-se grande bonança.
27 Os homens ficaram admirados e disseram: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».

Comentário ao Evangelho

«Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?»

O que foi transmitido aos cristão não tem origem terrena (cf Gal 1,12) e o que eles se esforçam por conservar com tanto cuidado não é invenção dum mortal [...], mas foi o próprio Deus invisível, verdadeiro Senhor e Criador de tudo, que do alto dos Céus colocou no meio dos homens a Verdade (cf Jo 14,6), o seu Verbo santo e insondável, e O estabeleceu firmemente em seus corações.

Não realizou tudo isto, como alguém poderia supor, enviando aos homens um subordinado, um anjo ou um espírito dos que governam as coisas terrenas ou têm a seu cargo o cuidado das coisas celestes (cf Ef 1,21), mas o próprio Autor e Criador do Universo (cf Heb 11,10), por intermédio do qual criou os céus e encerrou o mar nos seus limites (cf Sl 104,9; Pr 8,29). Todos os elementos obedecem com fidelidade às suas leis misteriosas: o Sol, ao seguir a medida do curso dos dias; a Lua, brilhando durante a noite; os astros, acompanhando o percurso da Lua. Por Ele todas as coisas foram feitas, definidas e hierarquizadas: os céus e o que neles existe, a Terra e o que ela contém, o mar e o que nele se encontra, o fogo, o ar, o abismo, os seres que existem nas alturas, nas profundezas e no espaço intermédio. Foi Ele que Deus enviou aos homens.

E não foi para exercer tirania ou incutir terror e assombro, como alguém poderia pensar, que Deus O enviou, mas com bondade e mansidão. Como um Rei que enviasse o seu filho (cf Mt 21,37), assim Deus O enviou como Deus que é. Enviou-O como Homem ao meio dos homens, para os salvar pela persuasão e não pela força, porque em Deus não há violência.

Carta a Diogneto (c. 200) §7, 1-4