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Liturgia diária

Sexta-feira da 11ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 20 De Junho Cor litúrgica: Verde

11,18.21b-30.

18 Irmãos: já que tantos se gloriam dos seus valores humanos, também eu me gloriarei.
21 Vou falar como insensato: se há quem tenha pretensões, também eu as tenho.
22 São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São descendentes de Abraão? Também eu.
23 São ministros de Cristo? Falo como insensato: eu ainda mais. Mais pelos trabalhos, mais pelas prisões, muito mais pelos açoites recebidos, pelos frequentes perigos de morte.
24 Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta golpes menos um;
25 três vezes fui flagelado com varas, uma vez apedrejado; três vezes naufraguei e passei sobre o abismo uma noite e um dia.
26 Fiz caminhadas sem conta. Sofri perigos nos rios, perigos dos ladrões, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos dos falsos irmãos.
27 Suportei trabalhos e canseiras, repetidas vigílias, fome, sede, frequentes jejuns, frio e nudez.
28 E além do mais, a minha preocupação de cada dia: o cuidado de todas as igrejas.
29 Quem é fraco, sem que eu também me sinta fraco? Quem é escandalizado, sem que eu me abrase?
30 Se é preciso gloriar-me, gloriar-me-ei da minha fraqueza.

34(33),2-3.4-5.6-7.

R/ Deus salva o justo de todas as tribulações.

2 A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
3 A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.

4 Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
5 Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

6 Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
7 Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

6,19-23.

19 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não acumuleis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem os destroem e os ladrões os assaltam e roubam.
20 Acumulai tesouros no Céu, onde a traça e a ferrugem não os destroem e os ladrões não os assaltam nem roubam.
21 Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração.
22 A lâmpada do teu corpo são os olhos. Se o teu olhar for límpido, todo o teu corpo ficará iluminado.
23 Mas se o teu olhar for mau, todo o teu corpo andará nas trevas. E se a luz que há em ti são trevas, como serão grandes essas trevas!».

Comentário ao Evangelho

A iluminação do coração

Primeiro, a sobriedade e a vigilância iluminam e purificam a consciência. Depois de purificada, a consciência afugenta as trevas, qual luz oculta que irrompe de repente; e, afugentada a escuridão pela vigilância contínua e verdadeira, a consciência revela de novo o que estava escondido.

Através da sobriedade e da vigilância, ela orienta a luta invisível do intelecto e o combate da razão. Mostra como deve o intelecto lutar neste combate singular por Cristo, a luz desejada, face às trevas do mal, atingindo os pensamentos com setas, sem ser atingido. Quem já provou esta luz compreende o que quero dizer. Provar a luz dá fome à alma, que dela se alimenta sem nunca se saciar: quanto mais come, mais fome tem. Esta luz que atrai o intelecto como o sol atrai os olhos, esta luz inexplicável, que não se pode explicar por palavras, mas só pela experiência de quem foi por ela ferido, ordena-me que me cale. [...]

Os olhos têm dificuldade em suportar o fumo da madeira queimada. Mas depois, este fumo mostra-lhes a luz, e alegra aqueles que inicialmente se sentiam incomodados por ele. Do mesmo modo, a atenção, que nos obriga a estar constantemente vigilantes, acaba por nos pesar. Mas, assim que O invocamos na oração, Jesus ilumina-nos o coração. Porque a sua memória traz-nos, juntamente com a iluminação, o melhor dos bens.

Filoteu do Sinai monge e hegúmeno do mosteiro da Sarça Ardente Capítulos népticos, nº 24, 29

Santo do Dia