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Liturgia diária

Terça-feira da 11ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 17 De Junho Cor litúrgica: Verde

8,1-9.

1 Queremos dar-vos a conhecer, irmãos, a graça que Deus concedeu às Igrejas da Macedónia.
2 No meio de grandes tribulações com que foram provadas, distribuíram generosamente e com transbordante alegria, apesar da sua extrema pobreza, os tesouros da sua liberalidade.
3 Sou testemunha de que eles, segundo as suas posses e para além das suas posses, nos pediram espontaneamente
4 e com muita insistência a graça de participarem neste serviço em favor dos cristãos de Jerusalém.
5 Ultrapassando as nossas esperanças, deram-se a si mesmos, primeiro ao Senhor, depois a nós, por vontade de Deus.
6 Por isso, pedimos a Tito que levasse a bom termo entre vós esta obra de generosidade, como ele a tinha começado.
7 Portanto, já que sobressaís em tudo – na fé, na eloquência, na ciência, em toda a espécie de atenções e na caridade que vos ensinámos –, procurai também sobressair nesta obra de generosidade.
8 Não vo-lo digo como quem manda, mas quero verificar, perante a solicitude dos outros, a sinceridade da vossa caridade.
9 Conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo: Ele, que era rico, fez-Se pobre por vossa causa, para vos enriquecer pela sua pobreza.

146(145),1-2.5-6.7.8-9ab.

1 Louva, minha alma, o Senhor.
2 Louvarei o Senhor toda a minha vida,
cantarei ao meu Deus enquanto viver.
5 Feliz o que tem por auxílio o Deus de Jacob,

o que põe a sua confiança no Senhor, seu Deus,
6 que fez o céu e a terra, o mar e quanto neles existe.
Eternamente fiel à sua palavra,
7 faz justiça aos oprimidos,

e dá pão aos que têm fome.
O Senhor dá liberdade aos cativos.
8 O Senhor ilumina os olhos dos cegos,
o Senhor levanta os abatidos,

0 Senhor ama os justos.
9 O Senhor protege os peregrinos,
9 ampara o órfão e a viúva

5,43-48.

43 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito: "Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo".
44 Eu, porém, digo-vos: amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem,
45 para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o Sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos.
46 Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos?
47 E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos?
48 Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».

Comentário ao Evangelho

« Ele faz nascer o Sol sobre bons e maus»

Tudo acabará em bem: a plenitude da alegria consiste em ver Deus em tudo. Pelo mesmo poder, sabedoria e amor benditos com que criou todas as coisas, Ele conduz tudo continuamente para o mesmo objetivo e tudo encaminhará para Si. Quando chegar a altura, vê-lo-emos claramente. […] Tudo o que Nosso Senhor faz é justo; tudo o que permite – o bem e o mal – contribui para o seu desígnio . Porque tudo o que é bom é obra de Nosso Senhor; e o que é mau é permitido por Ele. Não quero dizer com isto que o mal seja válido; quero dizer que tudo aquilo que Nosso Senhor permite contribui para o seu desígnio. Deste modo, a sua bondade será conhecida para todo o sempre, bem como as maravilhas da sua humildade e doçura nesta obra de misericórdia e de graça. […]

O que é próprio Deus é a retidão por excelência; todas as suas obras são justas, ordenadas que estão desde toda a eternidade pelo seu grande poder, a sua sabedoria, a sua bondade. E, tal como estabeleceu tudo da melhor maneira, assim também opera sem cessar com retidão, conduzindo todas as coisas para o seu fim. […] E nós, mais do que qualquer outra criatura, estamos maravilhosamente protegidos para sempre nesta retidão.

A misericórdia é uma obra que provém da bondade de Deus; ela manter-se-á enquanto for permitido que o pecado atormente as almas justas. […] Deus permite as nossas quedas; mas protege-nos pelo seu poder e sabedoria, elevando-nos, pela sua misericórdia e a sua graça, a uma alegria infinitamente maior. É assim que Ele quer ser conhecido e amado: na retidão e na misericórdia, agora e para sempre.

Juliana de Norwich (1342-depois de 1416) mística inglesa «Revelações do amor divino», cap. 35

Santo do Dia