Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Santíssima Trindade – solenidade

Domingo, 15 De Junho Cor litúrgica: Branco

8,22-31.

22 Eis o que diz a Sabedoria de Deus: «O Senhor me criou como primícias da sua atividade, antes das suas obras mais antigas.
23 Desde a eternidade fui formada, desde o princípio, antes das origens da Terra.
24 Antes de existirem os abismos e de brotarem as fontes das águas, já eu tinha sido concebida.
25 Antes de se implantarem as montanhas e as colinas, já eu tinha nascido;
26 ainda o Senhor não tinha feito a terra e os campos, nem os primeiros elementos do mundo.
27 Quando Ele consolidava os céus, eu estava presente; quando traçava sobre o abismo a linha do horizonte,
28 quando condensava as nuvens nas alturas, quando fortalecia as fontes dos abismos,
29 quando impunha ao mar os seus limites para que as águas não ultrapassassem o seu termo, quando lançava os fundamentos da terra,
30 eu estava a seu lado como arquiteto, cheia de júbilo, dia após dia, deleitando-me continuamente na sua presença.
31 Deleitava-me sobre a face da Terra e as minhas delícias eram estar com os filhos dos homens».

8,4-5.6-7.8-9.

R/ Como sois grande em toda a terra, Senhor, nosso Deus!

4 Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos,
a lua e as estrelas que lá colocastes,
5 que é o homem para que Vos lembreis dele,
o filho do homem para dele Vos ocupardes?

6 Fizestes dele quase um ser divino,
de honra e glória o coroastes;
7 destes-lhe poder sobre a obra das vossas mãos,
tudo submetestes a seus pés.

8 Ovelhas e bois, todos os rebanhos,
e até os animais selvagens,
9 as aves do céu e os peixes do mar,
tudo o que se move nos oceanos.

5,1-5.

1 Irmãos: Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo,
2 pelo qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus.
3 Mais ainda, gloriamo-nos nas nossas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz a constância,
4 a constância, a virtude sólida, a virtude sólida, a esperança.
5 Ora, a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

16,12-15.

12 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora.
13 Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.
14 Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará.
15 Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará».

Comentário ao Evangelho

A Santíssima Trindade deixa-Se conhecer pelos corações puros

Quem é Deus, pois? Pai, Filho e Espírito Santo, Deus é um só. Não perguntes mais nada sobre Deus. Quem quiser conhecer a fundo as coisas relativas a Deus, comece por considerar a ordem natural. De facto, o conhecimento da Trindade é justamente comparado às profundezas do mar, sobre as quais diz a Sabedoria de Deus: «Continua distante o que estava distante, e profundo, o que estava profundo: quem o poderá sondar?» (Ecl 7,24). [...] Pois, assim como o fundo do mar é invisível aos olhos dos homens, assim também a Trindade divina permanece inacessível à compreensão humana. Por isso, quem quiser compreender aquilo em que deve acreditar, não vá pelo raciocínio, mas pela fé, pois de outra maneira a sabedoria divina assim procurada afastar-se-á ainda mais.

Assim, pois, não procureis o conhecimento supremo por meio de argumentos, mas levando uma vida perfeita, não pela língua, mas pela fé que brota de um coração simples e não de conjeturas eruditas. Se procurares o inefável através de raciocínios, ele afastar-se-á cada vez mais de ti; se o procurares pela fé, a sabedoria estará onde mora: à tua porta (cf Pv 1,21), e poderá ser vista, mesmo que só parcialmente. Na verdade, a sabedoria é alcançada quando acreditamos no invisível sem o compreender. Sendo Deus o invisível, temos de acreditar nele; e, no entanto, Deus pode ser visto, de certa maneira, pelos puros de coração.

São Columbano (563-615) monge, fundador de mosteiros Instrução, 1,2-4

Santo do Dia