Liturgia diária
Quinta-feira da 10ª semana do Tempo Comum
3,15-18.4,1.3-6.
15 Irmãos: Até hoje, sempre que se leem os escritos de Moisés, o véu permanece estendido sobre o coração dos filhos de Israel.
16 Só quando se converterem ao Senhor o véu será tirado.
17 Ora o Senhor é Espírito e onde está o Espírito do Senhor está a liberdade.
18 E todos nós, que temos o rosto descoberto, refletindo como num espelho a glória do Senhor, somos transformados na sua imagem, cada vez mais gloriosa, pela ação do Senhor, que é Espírito.
1 Por isso, não desanimamos neste ministério que nos foi confiado pela misericórdia de Deus.
3 Se o nosso Evangelho permanece ainda velado, é para os que se perdem,
4 para os incrédulos, a quem o deus deste mundo cegou o entendimento, para que eles não possam contemplar o esplendor do Evangelho da glória de Cristo, que é imagem de Deus.
5 Nós não nos pregamos a nós próprios, mas a Jesus Cristo, o Senhor. Somos vossos servos, por causa de Jesus.
6 De facto, o Deus que disse: «Das trevas brilhará a luz» fez brilhar a luz em nossos corações, para que se conheça em todo o seu esplendor a glória de Deus, que se reflete no rosto de Cristo.
85(84),9ab.10.11-12.13-14.
R/ A glória do Senhor habitará na nossa terra.
9 Escutemos o que diz o Senhor:
9 Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis.
10 A sua salvação está perto dos que O temem,
e a sua glória habitará na nossa terra.
11 Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.
12 A fidelidade vai germinar da terra,
e a justiça descerá do Céu.
13 O Senhor dará ainda o que é bom,
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
14 A justiça caminhará à sua frente,
e a paz seguirá os seus passos.
5,20-26.
20 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos Céus.
21 Ouvistes que foi dito aos antigos: "Não matarás; quem matar será submetido a julgamento".
22 Eu, porém, digo-vos: todo aquele que se irar contra o seu irmão será submetido a julgamento. Quem chamar imbecil a seu irmão será submetido ao Sinédrio, e quem lhe chamar louco será submetido à geena de fogo.
23 Portanto, se fores apresentar a tua oferta ao altar e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti,
24 deixa lá a tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem depois apresentar a tua oferta.
25 Reconcilia-te com o teu adversário enquanto vais com ele a caminho, não seja caso que te entregue ao juiz, o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão.
26 Em verdade te digo: não sairás de lá enquanto não pagares o último centavo».
Comentário ao Evangelho
«Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem depois apresentar a tua oferta»
É o único e mesmo Cristo que está presente no pão eucarístico em todos os lugares da Terra. O que significa que só podemos estar com Ele através dos outros; que só podemos recebê-lo na unidade. E não é precisamente isso que nos diz o apóstolo Paulo? [...] Com efeito, na Epístola aos Coríntios, o apóstolo declara: «Visto que há um só pão, nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo, porque participamos do único pão» (1Cor 10,17). A consequência desta afirmação é muito clara: não podemos comungar com o Senhor se não comungarmos uns com os outros; se queremos apresentar-nos a Ele, temos também de ir ao encontro dos outros. É por isso que temos de aprender a grande lição do perdão: não permitir que a nossa alma seja consumida pelo ressentimento, abrir o nosso coração à magnanimidade da escuta do outro, à compreensão do outro. [...]
A eucaristia é, repitamos, o sacramento da unidade. Infelizmente, os cristãos encontram-se divididos, precisamente a propósito do sacramento da unidade. Sustentados pela eucaristia, devemos sentir-nos impelidos a tender com todas as forças para esta unidade plena, recordando que Cristo a desejou ardentemente no Cenáculo (cf Jo 17,21-22). [...] Gostaria de reafirmar a minha vontade de assumir o compromisso fundamental de trabalhar com todas as minhas forças na reconstrução da unidade plena e visível de todos os discípulos de Cristo. Tenho consciência de que para tal não bastam as manifestações de bons sentimentos, mas são precisos gestos concretos, que penetrem na alma e abanem as consciências, empurrando cada um de nós para essa conversão interior que é o pressuposto de qualquer progresso na rota do ecumenismo.
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