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Liturgia diária

Maria, Mãe da Igreja ─ Memória

Segunda-Feira, 9 De Junho

3,9-15.20.

9 O Senhor Deus chamou Adão e disse-lhe: «Onde estás?».
10 Ele respondeu: «Ouvi o rumor dos vossos passos no jardim e, como estava nu, tive medo e escondi-me».
11 Disse Deus: «Quem te deu a conhecer que estavas nu? Terias tu comido dessa árvore, da qual te proibira comer?».
12 Adão respondeu: «A mulher que me destes por companheira deu-me do fruto da árvore e eu comi».
13 O Senhor Deus perguntou à mulher: «Que fizeste?». E a mulher respondeu: «A serpente enganou-me e eu comi».
14 Disse então o Senhor Deus à serpente: «Por teres feito semelhante coisa, maldita sejas entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens. Hás de rastejar e comer do pó da terra todos os dias da tua vida.
15 Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. Esta há de atingir-te na cabeça, e tu a atingirás no calcanhar».
20 O homem deu à mulher o nome de Eva, porque ela foi a mãe de todos os viventes.

87(86),1-2.3.5.6-7.

R/ Grandes coisas se dizem de ti, ó cidade de Deus.

1 O Senhor ama a cidade,
por Ele fundada sobre os montes santos;
2 ama as portas de Sião
mais que todas as moradas de Jacob.
3 Grandes coisas se dizem de ti, ó cidade de Deus.

5 E dir-se-á em Sião: «Todos lá nasceram,
o próprio Altíssimo a consolidou».
6 O Senhor escreverá no registo dos povos:
«Este nasceu em Sião».
7 E irão dançando e cantando:
«Todas as minhas fontes estão em ti».

19,25-34.

25 Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
26 Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho».
27 Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E, a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.
28 Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede».
29 Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca.
30 Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou.
31 Por ser a Preparação da Páscoa, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado – era um grande dia, aquele sábado –, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
32 Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com Ele.
33 Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas,
34 mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

Comentário ao Evangelho

Como não haveremos de amar Maria, nossa Mãe?

Gostaria de cantar, Maria, porque te amo,
por que razão o teu doce nome me faz tremer o coração,
por que motivo o pensamento de tua suprema grandeza
não pode inspirar medo em minha alma.
Se eu te contemplasse na tua sublime glória,
ultrapassando o brilho de todos os bem-aventurados
não poderia acreditar que sou tua filha,
mas baixaria os olhos na tua presença! [...]

Para que um filho ame sua mãe,
tem ela de chorar com ele, de partilhar suas dores.
Ó Mãe querida, na terra estrangeira
como choraste, para me atrair a ti! [...]
Ao meditar a tua vida no santo Evangelho
ouso olhar-te e aproximar-me de ti,
não me custa acreditar que sou tua filha,
pois te vejo mortal e sofrida como eu. [...]

Ó Virgem Imaculada, ó mais terna das mães,
ouvindo Jesus, não te entristeces,
mas te alegras por Ele nos fazer compreender
que a nossa alma é a sua família neste mundo.
Sim, rejubilas por Ele nos dar a sua vida,
os tesouros infinitos da sua divindade!...
Como não havemos de te amar, querida Mãe,
vendo tanto amor e tanta humildade?

Tu amas-nos, Maria, como Jesus nos ama
e consentes em te afastar dele por nós.
Amar é dar tudo e dar-se a si próprio,
e tu quiseste prová-lo sendo o nosso apoio.
O Salvador conhecia a tua imensa ternura,
conhecia os segredos do teu coração materno,
Refúgio dos Pecadores, a ti nos deixa
quando deixa a cruz para ir esperar-nos no Céu. [...]

A casa de São João é agora o teu refúgio,
o filho de Zebedeu substituirá Jesus. [...]
É o último pormenor dado no Evangelho,
da Rainha do Céu não volta a falar-me.
Mas o seu profundo silêncio, minha querida Mãe,
revela que o Verbo eterno
quer cantar os segredos da tua vida
para encantar os teus filhos, os eleitos do Céu.

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897) carmelita, doutora da Igreja Poesia 54

Santo do Dia