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Liturgia diária

Quinta-feira da 7ª semana da Páscoa

Quinta-Feira, 5 De Junho Cor litúrgica: Branco

22,30.23,6-11.

30 Naqueles dias, querendo o tribuno obter informações seguras sobre as acusações dos judeus contra Paulo, mandou que lhe tirassem as algemas e reunissem os príncipes dos sacerdotes e todo o Sinédrio. Fez então descer Paulo para comparecer diante deles.
6 Paulo, sabendo que o Conselho era constituído pelo partido dos saduceus e pelo partido dos fariseus, exclamou no meio do Sinédrio: «Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus, e é pela nossa esperança na ressurreição dos mortos que estou a ser julgado».
7 Estas palavras desencadearam um conflito entre fariseus e saduceus e a assembleia dividiu-se.
8 De facto, os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjos, nem espíritos, ao passo que os fariseus afirmam uma e outra coisa.
9 Levantou-se enorme gritaria e alguns escribas do partido dos fariseus ergueram-se e começaram a protestar com energia, dizendo: «Não encontramos nenhum mal neste homem. E se foi um espírito ou um anjo que lhe falou?».
10 A discussão redobrou de violência, a tal ponto que o tribuno, receando que eles despedaçassem Paulo, ordenou que os soldados descessem para o tirarem do meio deles e o reconduzissem à fortaleza.
11 Na noite seguinte, o Senhor apareceu a Paulo e disse-lhe: «Coragem! Assim como deste testemunho de Mim em Jerusalém, deverás dar testemunho também em Roma».

16(15),1-2a.5.7-8.9-10.11.

R/ O Senhor é a minha herança.

1 Defendei-me, Senhor, Vós sois o meu refúgio.
2 Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus.
5 Senhor, porção da minha herança,
está nas vossas mãos o meu destino.

7 Bendigo o Senhor por me ter aconselhado,
até de noite me inspira interiormente.
8 O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei.

9 Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta,
e até o meu corpo descansa tranquilo.
10 Vós não abandonareis a minha alma
na mansão dos mortos,
nem deixareis o vosso fiel conhecer a corrupção.

11 Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em vossa presença,
delícias eternas à vossa direita.

17,20-26.

20 Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: «Pai santo, não peço somente por eles, mas também por aqueles que vão acreditar em Mim por meio da sua palavra,
21 para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste.
22 Eu dei-lhes a glória que Tu Me deste, para que sejam um, como Nós somos um:
23 Eu neles e Tu em Mim, para que sejam consumados na unidade, e o mundo reconheça que Tu Me enviaste e que os amaste como a Mim.
24 Pai, quero que onde Eu estou, também estejam comigo os que Me deste, para que vejam a minha glória, a glória que Me deste, por Me teres amado antes da criação do mundo.
25 Pai justo, o mundo não Te conheceu, mas Eu conheci-Te, e estes reconheceram que Tu Me enviaste.
26 Dei-lhes a conhecer o teu nome e dá-lo-ei a conhecer, para que o amor com que Me amaste esteja neles, e Eu esteja neles».

Comentário ao Evangelho

«Pai, quero que onde Eu estou, também estejam comigo os que Me deste»

Esta oração pode resumir-se em três pontos, que constituem o resumo da salvação e mesmo da perfeição, de tal modo que nada lhe pode ser acrescentado: a saber, que os discípulos sejam guardados do mal, santificados na verdade e glorificados com Ele.

«Pai, quero que onde Eu estou, também estejam comigo os que Me deste, para que vejam a minha glória». Felizes aqueles por quem o próprio Juiz suplica: Ele intercede por eles e deve ser adorado com a mesma honra que Aquele a quem dirige as suas preces. O Pai não Lhe recusará o desejo dos seus lábios, uma vez que os dois são uma única vontade e um único poder, visto que só há um Deus. Tudo o que Ele pede se realizará necessariamente, porque a sua palavra é poderosa e a sua vontade é eficaz. Para tudo o que existe, «Ele disse e tudo foi feito, Ele mandou e tudo foi criado» (Sl 33,9). «Pai, quero que onde Eu estou, também estejam comigo os que Me deste».

Que certeza para os crentes, desde que não rejeitem as graças recebidas! Com efeito, esta certeza não é oferecida apenas aos apóstolos e aos seus companheiros, mas a todos aqueles que, pela sua palavra, acreditarão na Palavra de Deus: «Não peço somente por eles, mas também por aqueles que vão acreditar em Mim por meio da sua palavra».

Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157) abade cisterciense Sermão para a Ascensão, 1-2;PL 185, 153-155

Santo do Dia