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Liturgia diária

Quinta-feira da 6ª semana da Páscoa

Quinta-Feira, 29 De Maio Cor litúrgica: Branco

18,1-8.

1 Naqueles dias, Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto.
2 Encontrou lá um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, recentemente chegado de Itália, com Priscila, sua mulher, porque o imperador Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo juntou-se a eles
3 e, como era da mesma profissão, fabricante de tendas, ficou em sua casa para trabalharem juntos.
4 Todos os sábados, Paulo falava na sinagoga, procurando convencer tanto judeus como gregos.
5 Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedónia, Paulo consagrou-se totalmente à pregação, afirmando aos judeus que Jesus era o Messias.
6 Mas perante a oposição e blasfémias deles, sacudiu as vestes e declarou-lhes: «O vosso sangue recaia sobre as vossas cabeças. Eu não sou responsável por isso. A partir de agora, vou dirigir-me aos gentios».
7 Saiu dali e foi para casa de Tício Justo, homem que adorava a Deus e morava junto da sinagoga.
8 Entretanto, Crispo, chefe da sinagoga, acreditou no Senhor, ele e a sua família, e muitos coríntios que ouviam a palavra de Paulo abraçavam também a fé e recebiam o batismo.

98(97),1-4.

R/ O Senhor manifestou a salvação a todos os povos.

1 Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

2 O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
3 Recordou-Se da sua bondade e fidelidade,
em favor da casa de Israel.

Os confins da Terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
4 Aclamai o Senhor, Terra inteira,
exultai de alegria e cantai.

16,16-20.

16 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Daqui a pouco já não Me vereis e pouco depois voltareis a ver-Me».
17 Alguns discípulos disseram entre si: «Que significa isto que nos diz: "Daqui a pouco já não Me vereis e pouco depois voltareis a ver-Me", e ainda: "Eu vou para o Pai"?».
18 E perguntavam: «Que é esse pouco tempo de que Ele fala? Não sabemos o que está a dizer».
19 Jesus percebeu que O queriam interrogar e disse-lhes: «Procurais entre vós compreender as minhas palavras: "Daqui a pouco já não Me vereis e pouco depois voltareis a ver-Me".
20 Em verdade, em verdade vos digo: chorareis e lamentar-vos-eis, enquanto o mundo se alegrará. Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria».

Comentário ao Evangelho

Envolvidos no movimento do amor de Cristo

A plenitude de Cristo desce sobre cada um de nós, e recebemos a sua graça, que nos torna participantes da sua filiação divina e dos consequentes privilégios: como Ele, somos filhos e herdeiros do Pai, com Ele, somos sacerdotes e reis. [...] A nossa participação em Cristo não é meramente recetiva, é ativa.

Tendo subido para o Pai, Cristo enviou a Igreja ao mundo, tal como o Pai O tinha enviado a Ele, a pregar, batizar e salvar. A vida que Ele difunde é amor. Este amor, por ser difusivo, está sempre em movimento para novas conquistas; e aqueles que se deixam invadir por esse amor são arrastados nesse movimento e tornam-se instrumentos da sua ação, canais da vida que ele difunde. É o que faz a Igreja, da qual Cristo é a cabeça: «É por Ele que o corpo inteiro, coordenado e unido por meio de todas as junturas, opera o seu crescimento orgânico, segundo a atividade de cada uma das partes» (Ef 4,16).

É este o projeto de Deus, que, apesar de todos os obstáculos, se vai realizando progressivamente ao longo dos séculos; esta é a grande realidade, o facto que domina a história dos povos e do mundo, que é o fim e a razão de todas as coisas. E assim, quando Cristo inteiro tiver atingido o «estado de homem perfeito, à medida de Cristo na sua plenitude» (Ef 4,13), a figura deste mundo passará, dando lugar à realidade desse mesmo Cristo, no qual Deus «mostra a eficácia da poderosa força que exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus, acima de todo o principado, poder, virtude e soberania», e no qual cumpriu o seu desígnio, pondo-O «como cabeça de toda a Igreja, que é o seu corpo» e garantindo «a plenitude daquele que preenche tudo em todos» (Ef 1,20-23).

Beato Maria Eugénio do Menino Jesus (1894-1967) carmelita, fundador de Notre Dame de Vie O mistério da Igreja

Santo do Dia