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Liturgia diária

Segunda-feira da 6ª semana da Páscoa

Segunda-Feira, 26 De Maio Cor litúrgica: Branco

16,11-15.

11 Naqueles dias, deixámos Tróade e navegámos diretamente para Samotrácia. No dia seguinte, fomos para Neápoles
12 e de lá para Filipos, cidade principal daquela região da Macedónia e colónia romana. Estivemos nesta cidade durante alguns dias.
13 No sábado, saímos pelas portas da cidade, em direção à margem do rio, onde julgávamos que havia um lugar de oração. Sentámo-nos e começámos a falar às mulheres ali reunidas.
14 Uma delas, chamada Lídia, escutava-nos com atenção; era negociante de púrpura, natural da cidade de Tiatira, e adorava o verdadeiro Deus. O Senhor abriu-lhe o coração, para aderir ao que Paulo dizia.
15 Quando recebeu o batismo, juntamente com toda a sua família, fez-nos este pedido: «Se me considerais fiel ao Senhor, vinde hospedar-vos em minha casa». E obrigou-nos a aceitar.

149(148),1-2.3-4.5-6a.9b.

R/ O Senhor ama o seu povo.

1 Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor na assembleia dos santos.
2 Alegre-se Israel em seu Criador,
rejubilem os filhos de Sião em seu Rei.

3 Louvem o seu nome com danças,
cantem ao som do tímpano e da cítara,
4 porque o Senhor ama o seu povo,
coroa os humildes com a vitória.

5 Exultem de alegria os fiéis,
cantem jubilosos em suas casas;
6 em sua boca os louvores de Deus.
9 Esta é a glória de todos os seus fiéis.

15,26-27.16,1-4a.

26 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando vier o Paráclito, que Eu vos enviarei de junto do Pai, o Espírito da verdade, que procede do Pai, Ele dará testemunho de Mim.
27 E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio.
1 Disse-vos estas palavras para não sucumbirdes.
2 Hão de expulsar-vos das sinagogas; e mais ainda, aproxima-se a hora em que todo aquele que vos matar julgará que presta culto a Deus.
3 Procederão assim por não terem conhecido o Pai, nem Me terem conhecido a Mim.
4 Mas Eu disse-vos isto, para que, ao chegar a hora, vos lembreis de que vo-lo tinha dito».

Comentário ao Evangelho

Elevar o espírito até à esperança da glória

Se a santa Igreja suporta as adversidades da vida presente, é para ser conduzida pela graça do alto às recompensas eternas. Ela despreza a morte da sua carne porque aspira à glória da ressurreição; o que sofre é transitório, o que espera é perpétuo. E os bens perpétuos não lhe suscitam quaisquer dúvidas, porque já tem deles uma testemunha fiel na glória do seu Redentor: a Igreja vê em espírito a ressurreição da sua carne e orienta-se com todas as suas forças para a esperança, porque aquilo que já vê já realizado na sua Cabeça realizar-se-á um dia também no corpo do seu Redentor, isto é, em si mesma – tal é a sua esperança inabalável.

E é claramente a Igreja que o salmista considera prometida à perfeição perpétua quando, para falar dela, diz da Lua: «Estará firme para sempre»; e, como a esperança da ressurreição é reforçada na Igreja pela ressurreição do Senhor, o salmista fez bem em acrescentar que a Lua é «testemunha fiel no firmamento» (Sl 89, 38). A Igreja nada tem a recear em relação à sua ressurreição, porque já tem como testemunha da mesma Aquele que está no Céu, ressuscitado de entre os mortos.

Assim, quando sofre adversidades ou se sente exausto por duras tribulações, o povo fiel pode elevar o seu espírito à esperança da glória que o espera e dizer, baseando a sua confiança na ressurreição do seu Redentor: «Tenho, desde agora, uma testemunha no Céu, um defensor nas alturas» (Jb 16,19); e tem o direito de Lhe chamar defensor, pois Ele conhece a nossa natureza, não só por tê-la criado, mas também porque a assumiu: para Ele, conhecê-la é ter aceitado a nossa condição.

São Gregório Magno (c. 540-604) papa, doutor da Igreja «Moral sobre Jac0b», livre XIII, SC 212

Santo do Dia