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Liturgia diária

Sexta-feira da 5ª semana da Páscoa

Sexta-Feira, 23 De Maio Cor litúrgica: Branco

15,22-31.

22 Naqueles dias, os apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a Igreja de Jerusalém, resolveram escolher alguns irmãos, para os mandarem a Antioquia com Barnabé e Paulo: eram Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens de autoridade entre os irmãos.
23 Mandaram por eles esta carta: «Os apóstolos e os anciãos, irmãos vossos, saúdam os irmãos de origem pagã residentes em Antioquia, na Síria e na Cilícia.
24 Tendo sabido que, sem nossa autorização, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras,
25 resolvemos, de comum acordo, escolher delegados para vo-los enviarmos, juntamente com os nossos queridos Barnabé e Paulo,
26 homens que expuseram a vida pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.
27 Por isso vos mandamos Judas e Silas, que vos transmitirão de viva voz as nossas decisões.
28 O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor outras obrigações, além destas, que são indispensáveis:
29 abster-vos da carne imolada aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das relações imorais. Procedereis bem evitando tudo isso. Adeus».
30 Feitas as despedidas, os delegados desceram a Antioquia, onde reuniram a assembleia e entregaram a carta.
31 Quando a leram, todos ficaram contentes com aquelas palavras de estímulo.

57(56),8-9.10-12.

R/ Eu Vos louvarei, Senhor, no meio dos povos.

8 Firme está meu coração, ó Deus; meu coração está firme:
quero cantar e salmodiar.
9 Desperta, minha alma; despertai, lira e cítara:

quero acordar a aurora.
10 Louvar-Vos-ei, Senhor, entre os povos,
cantar-Vos-ei entre as nações;

11 porque aos céus se eleva a vossa bondade
e até às nuvens a vossa fidelidade.
12

15,12-17.

12 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei.
13 Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos.
14 Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.
15 Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai.
16 Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá.
17 O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».

Comentário ao Evangelho

O Senhor chama-nos a subir aos cumes da caridade

Servir a Deus é uma glória, e está escrito: «Servi o Senhor com temor» (Sl 2,11); [...] «Feliz aquele servo que o senhor, ao chegar, encontrar procedendo assim» (Mt 24,46). (Mt 24,46). No entanto, Jesus também diz aos apóstolos: «Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai» e ainda: «Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando» (Jo 15,14-15).

Como se pode ver, há diferentes graus de perfeição; e, ao chegarmos a um cume, o Senhor chama-nos a subir para outro mais elevado. Aquele que se tornou bem-aventurado e perfeito no temor de Deus caminhará, como está escrito, «com entusiasmo crescente» (Sl 84,8), isto é, de perfeição em perfeição, elevando-se, na ardente prontidão da sua alma, do temor à esperança; depois, ouvirá de novo o chamamento divino para um estado ainda mais santo, que é a caridade. Aquele que se tiver mostrado «servo fiel e prudente» (Mt 24,45) passará ao comércio íntimo da amizade e à adoção de filho.

É neste sentido que as minhas palavras devem ser entendidas. Não quero dizer que a consideração do castigo eterno ou da bem-aventurada recompensa prometida aos santos não tenha valor. Pelo contrário, tal consideração é útil, pois introduz os que se entregam nos primeiros graus da beatitude. Mas a caridade irradia com uma confiança mais plena e com uma alegria sem fim.

São João Cassiano (c. 360-435) fundador de mosteiro em Marselha Sobre a perfeição, cap. XII; SC 54

Santo do Dia