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Liturgia diária

Terça-feira da 5ª semana da Páscoa

Terça-Feira, 20 De Maio Cor litúrgica: Branco

14,19-28.

19 Naqueles dias, chegaram uns judeus de Antioquia e de Icónio, que aliciaram a multidão, apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por morto.
20 Mas, tendo-se reunido os discípulos à sua volta, ele ergueu-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu com Barnabé para Derbe.
21 Depois de terem anunciado a boa nova a esta cidade e de terem feito numerosos discípulos, Paulo e Barnabé voltaram a Listra, a Icónio e a Antioquia.
22 Iam fortalecendo as almas dos discípulos e exortavam-nos a permanecerem firmes na fé, «porque», diziam eles, «temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus».
23 Estabeleceram anciãos em cada Igreja, depois de terem feito orações acompanhadas de jejum, e encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham acreditado.
24 Atravessaram então a Pisídia e chegaram à Panfília;
25 depois, anunciaram a palavra em Perga e desceram até Atalia.
26 De lá embarcaram para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para a obra que acabavam de realizar.
27 À chegada, convocaram a Igreja, contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos gentios a porta da fé.
28 Demoraram-se ali bastante tempo com os discípulos.

145(144),10-11.12-13ab.21.

R/ Aqueles que Vos amam, Senhor, proclamem a glória do vosso reino.

10 Graças Vos deem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
11 Proclamem a glória do vosso Reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos.

12 Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,
a glória e o esplendor do vosso Reino.
13 O vosso Reino é um Reino eterno,
13 o vosso domínio estende-se por todas as gerações.

21 Cante a minha boca os louvores do Senhor
e todo o ser vivo bendiga eternamente o seu nome santo.

14,27-31a.

27 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem intimide o vosso coração.
28 Ouvistes que Eu vos disse: vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu.
29 Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis».
30 Já não falarei muito convosco, porque vai chegar o príncipe deste mundo. Ele nada pode contra Mim,
31 mas é para que o mundo saiba que amo o Pai e faço como o Pai Me ordenou».

Comentário ao Evangelho

Que o Espírito da paz nos conduza!

Eis o bem ao qual o apóstolo nos convida quando diz: «Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo» (Rom 5,1); esta breve máxima resume quase todos os mandamentos, pois onde há verdadeira paz não pode faltar a virtude.

E estar em paz com Deus, amados irmãos, não é senão querer o que Ele ordena e não querer o que Ele proíbe. Pois se as amizades humanas exigem afinidade de sentimentos e harmonia de vontades, e se atitudes opostas nunca podem levar a um entendimento sólido, como poderá participar da paz de Deus aquele que se deleita com o que é desagradável a Deus e encontra as suas delícias nas coisas que sabe que O ofendem? Não é este o espírito dos filhos de Deus, e esta sabedoria não corresponde à nobreza da sua adoção como filhos; que a raça eleita e real (cf Sl 2,9) esteja, pois, à altura da dignidade do seu novo nascimento, que ame o que o Pai ama e nunca esteja em desacordo com o seu Criador. [...]

O nascimento do Senhor é o nascimento da paz, como diz o apóstolo: «Cristo é, de facto, a nossa paz; foi Ele que fez de judeus e gregos um só povo» (Ef 2,14). Judeus ou gentios, «por Ele, uns e outros podemos aproximar-nos do Pai num só Espírito» (Ef 2,18). Que o Espírito de paz nos conduza e nos guie, em unidade de espírito e vontade, na harmonia da fé, da esperança e do amor, porque «todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus» (Rom 8,14).

São Leão Magno (?-c. 461) papa, doutor da Igreja 6.º sermão para o Natal

Santo do Dia