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Liturgia diária

Quarta-feira da 3ª semana da Páscoa

Quarta-Feira, 7 De Maio Cor litúrgica: Branco

8,1b-8.

1 Naquele dia, levantou-se uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém e todos, à exceção dos apóstolos, se dispersaram pelas terras da Judeia e da Samaria.
2 Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grandes lamentações por ele.
3 Saulo, por sua vez, devastava a Igreja: ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e metia-os na prisão.
4 Entretanto, os irmãos dispersos andaram de terra em terra, a anunciar a palavra do Evangelho.
5 Foi assim que Filipe, tendo descido a uma cidade da Samaria, começou a anunciar Cristo àquela gente.
6 As multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe, porque ouviam falar dos milagres que fazia e também os viam.
7 De muitos possessos saíam espíritos impuros, soltando enormes gritos, e numerosos paralíticos e coxos foram curados.
8 E houve muita alegria naquela cidade.

66(65),1-3a.4-5.6-7a.

R/ A terra inteira aclame o Senhor.

1 Aclamai a Deus, Terra inteira,
2 cantai a glória do seu nome,
celebrai os seus louvores,
3 dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras».

4 A Terra inteira Vos adore e celebre,
entoe hinos ao vosso nome.
5 Vinde contemplar as obras de Deus,
admirável na sua ação pelos homens.

6 Mudou o mar em terra firme,
atravessaram o rio a pé enxuto.
Alegremo-nos nele:
7 domina eternamente com o seu poder.

6,35-40.

35 Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a Mim nunca mais terá fome e quem acredita em Mim nunca mais terá sede.
36 No entanto, como vos disse, embora tivésseis visto, não acreditais.
37 Todos aqueles que o Pai Me dá virão a Mim e àqueles que vêm a Mim não os rejeitarei,
38 porque desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que Me enviou.
39 E a vontade daquele que Me enviou é esta: que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia.
40 De facto, é esta a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e acredita nele tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia».

Comentário ao Evangelho

«Eu sou o pão da vida»

Cristo diz «Quem vem a Mim nunca mais terá fome e quem acredita em Mim nunca mais terá sede» [...]; e o salmista fala do «pão, que lhe robustece as forças» e do «vinho, que alegra o coração do homem» (104,15). Para os que nele creem, Cristo é alimento e bebida, pão e vinho. Pão que fortifica e robustece [...], bebida e vinho que alegra [...]. Tudo o que em nós é forte e sólido, jubiloso e alegre para cumprirmos os mandamentos de Deus, suportarmos a dor, sermos obedientes e defendermos a justiça, tudo isso é força deste pão e alegria deste vinho. Felizes os que vivem com força e alegria! E, como ninguém o pode fazer sozinho, felizes os que desejam avidamente praticar o que é justo e honesto, e pôr em todas as coisas a força e a alegria daquele que disse: «Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça» (Mt 5,6). Se Cristo é o pão e a bebida que garantem a força e a alegria dos justos neste mundo, não o será muito mais no Céu, quando Se der por completo aos justos?

Notemos que, nas palavras de Cristo, [...] este alimento de vida eterna é chamado pão do Céu, verdadeiro pão, pão de Deus, pão da vida. [...] Pão de Deus para o distinguir do pão que é feito e preparado pelo padeiro [...]; pão da vida, para o distinguir do pão perecível que não é a vida nem a dá, apenas a conserva, com dificuldade e durante algum tempo. Este, pelo contrário, é a vida, dá a vida e conserva uma vida que nada deve à morte.

Balduíno de Ford (?-c. 1190) abade cisterciense, depois bispo O Sacramento do altar, II, 3

Santo do Dia