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Liturgia diária

2º Domingo da Páscoa ou da Divina Misericórdia

Domingo, 27 De Abril Cor litúrgica: Branco

5,12-16.

12 Pelas mãos dos apóstolos, realizavam-se muitos milagres e prodígios entre o povo. Unidos pelos mesmos sentimentos, reuniam-se todos no Pórtico de Salomão;
13 nenhum dos outros se atrevia a juntar-se a eles, mas o povo enaltecia-os.
14 Uma multidão cada vez maior de homens e mulheres aderia ao Senhor pela fé,
15 de tal maneira que traziam os doentes para as ruas e colocavam-nos em enxergas e em catres, para que, à passagem de Pedro, ao menos a sua sombra cobrisse alguns deles.
16 Das cidades vizinhas de Jerusalém, a multidão também acorria, trazendo enfermos e atormentados por espíritos impuros, e todos eram curados.

118(117),2-4.22-24.25-27a.

2 Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
3 Diga a casa de Aarão:
é eterna a sua misericórdia.
4 Digam os que temem o Senhor:
é eterna a sua misericórdia.

22 A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
23 Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.
24 Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria.

25 Senhor, salvai os vossos servos,
Senhor, dai-nos a vitória.
26 Bendito o que vem em nome do Senhor,
da casa do Senhor nós vos abençoamos.
27 O Senhor é Deus
e fez brilhar sobre nós a sua luz.

1,9-11a.12-13.17-19.

9 Eu, João, vosso irmão e companheiro nas tribulações, na realeza e na perseverança em Jesus, estava na ilha de Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
10 No dia do Senhor, fui movido pelo Espírito e ouvi atrás de mim uma voz forte, semelhante à da trombeta,
11 que dizia: «Escreve num livro o que vês e envia-o às sete Igrejas».
12 Voltei-me para ver de quem era a voz que me falava; ao voltar-me, vi sete candelabros de ouro
13 e, no meio dos candelabros, alguém semelhante a um filho do homem, vestido com uma longa túnica e cingido no peito com um cinto de ouro.
17 Quando o vi, caí a seus pés como morto. Mas Ele poisou a mão direita sobre mim e disse-me: «Não temas. Eu sou o Primeiro e o Último, o que vive.
18 Estive morto, mas eis-Me vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e da morada dos mortos.
19 Escreve, pois, as coisas que viste, tanto as presentes como as que hão de acontecer depois destas».

20,19-31.

19 Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco».
20 Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
21 Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós».
22 Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo;
23 àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos».
24 Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
25 Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei».
26 Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco».
27 Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente».
28 Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!».
29 Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem visto».
30 Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro.
31 Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.

Comentário ao Evangelho

«[Jesus] soprou sobre eles e disse-lhes: "Recebei o Espírito Santo"»

Jesus presenteou os seus apóstolos com a companhia do Espírito Santo, como está escrito: «Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: "Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos"» (Jo 20,22-23). Esta segunda insuflação - uma vez que os pecados voluntários tinham apagado a primeira - teve lugar para que se cumprisse a Escritura, segundo a qual Ele subiu e soprou sobre o teu rosto, libertando-nos das tribulações. Mas «subiu» de onde? Dos infernos; pois o evangelho diz-nos que foi depois da sua ressurreição que Ele soprou.

Mas se Ele dá a graça nessa altura, dá-la-á ainda mais. É como se Jesus lhes dissesse: «Estou disposto a dar-vo-la desde já, mas o vosso copo ainda não está vazio; recebei toda a graça que podeis conter, mas esperai por mais: "Permanecei na cidade, até que sejais revestidos com a força do alto" (Lc 24,49). Tomai um pouco agora; depois tomareis tudo. Porque, muitas vezes, aquele que recebe possui apenas uma parte do dom; mas aquele que é "revestido" é envolvido por todos os lados pelo manto. Não tenhais medo das setas inflamadas do maligno, porque tereis convosco a força do Espírito Santo (cf Ef 6,16-18)».

São Cirilo de Jerusalém (313-350) bispo de Jerusalém, doutor da Igreja Catequese batismal, n.º 17, 12

Santo do Dia