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Liturgia diária

4º Domingo da Quaresma

Domingo, 30 De Março Cor litúrgica: Roxo

5,9a.10-12.

9 Naqueles dias, disse o Senhor a Josué: «Hoje tirei de vós o opróbrio do Egito».
10 Os filhos de Israel acamparam em Gálgala e celebraram a Páscoa, no dia catorze do mês, à tarde, na planície de Jericó.
11 No dia seguinte à Páscoa, comeram dos frutos da terra: pães ázimos e espigas assadas nesse mesmo dia.
12 Quando começaram a comer dos frutos da terra, no dia seguinte à Páscoa, cessou o maná. Os filhos de Israel não voltaram a ter o maná, mas, naquele ano, já se alimentaram dos frutos da terra de Canaã.

34(33),2-3.4-5.6-7.

R/ Deus salva o justo de todas as tribulações.

2 A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
3 A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.

4 Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
5 Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

6 Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
7 Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

5,17-21.

17 Irmãos: Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. As coisas antigas passaram; tudo foi renovado.
18 Tudo isto vem de Deus, que por Cristo nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação.
19 Na verdade, é Deus que em Cristo reconcilia o mundo consigo, não levando em conta as faltas dos homens e confiando-nos a palavra da reconciliação.
20 Nós somos, portanto, embaixadores de Cristo; é Deus quem vos exorta por nosso intermédio. Nós vos pedimos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus.
21 A Cristo, que não conhecera o pecado, identificou-O Deus com o pecado por amor de nós, para que em Cristo nos tornássemos justiça de Deus.

15,1-3.11-32.

1 Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus para O ouvirem.
2 Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles».
3 Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:
11 «Um homem tinha dois filhos.
12 O mais novo disse ao pai: "Pai, dá-me a parte da herança que me toca". O pai repartiu os bens pelos filhos.
13 Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta.
14 Tendo gastado tudo, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar privações.
15 Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos.
16 Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.
17 Então, caindo em si, disse: "Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome!
18 Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti.
19 Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores".
20 Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos.
21 Disse-lhe o filho: "Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho".
22 Mas o pai disse aos servos: "Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés.
23 Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos,
24 porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado". E começou a festa.
25 Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.
26 Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo.
27 O servo respondeu-lhe: "O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo".
28 Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele.
29 Mas ele respondeu ao pai: "Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos.
30 E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo".
31 Disse-lhe o pai: "Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.
32 Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado"».

Comentário ao Evangelho

A oração do filho pródigo

Peço-Te agora, e peço-Te com ele:
«Pai, pequei contra o Céu e contra ti.
Já não mereço ser chamado teu filho,
mas trata-me como um dos teus trabalhadores».

Torna-me digno do beijo puro
e santo de Pai tão bom.
Sob o teto da sala das núpcias
recebe-me de novo.
e volta a revestir-me
com o primeiro manto
aquele que os ladrões me levaram,
qual ornamento para a Noiva adornada.

Deixa-me usar na mão direita
o anel real,
sinal de autoridade,
para que não mais me vire para a esquerda.
E como proteção contra a Serpente
dá sapatos a meus pés
para que não se firam a escuridão,
mas lhe esmaguem a cabeça.

Faz-me comungar de novo
da imolação do vitelo gordo,
que é o sacrifício na cruz,
e do sangue do lado da lança,
do qual flui a corrente da vida,
segundo a parábola do filho pródigo,
para comer o pão que dá vida,
para beber o teu cálice celestial.

São Narsés Snorhali (1102-1173) patriarca arménio Primeira parte, §§ 19-25 ; SC 203

Santo do Dia