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Liturgia diária

Sábado da 2ª semana da Quaresma

Sábado, 22 De Março Cor litúrgica: Roxo

7,14-15.18-20.

14 Apascentai o vosso povo com a vossa vara, o rebanho da vossa herança, que vive isolado na selva, no meio de uma terra frutífera, para que volte a apascentar-se em Basã e Galaad, como nos dias de outrora.
15 Mostrai-nos prodígios, como nos dias em que saístes da terra do Egito.
18 Qual é o deus semelhante a Vós, que perdoa o pecado e absolve a culpa deste resto da vossa herança? Não guarda para sempre a sua ira, porque prefere a misericórdia.
19 Ele voltará a ter piedade de nós, pisará aos pés as nossas faltas, lançará para o fundo do mar todos os nossos pecados.
20 Mostrai a Jacob a vossa fidelidade e a Abraão a vossa misericórdia, como jurastes aos nossos pais, desde os tempos antigos.

103(102),1-2.3-4.9-10.11-12.

R/ O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade.

1 Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
2 Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

3 Ele perdoa todos os teus pecados
e cura as tuas enfermidades.
4 Salva da morte a tua vida
e coroa-te de graça e misericórdia.

9 Não está sempre a repreender,
nem guarda ressentimento.
10 Não nos tratou segundo os nossos pecados,
nem nos castigou segundo as nossas culpas.

11 Como a distância da terra ao céu,
assim é grande a sua misericórdia para os que O temem.
12 Como o Oriente dista do Ocidente,
assim Ele afasta de nós os nossos pecados.

15,1-3.11-32.

1 Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus para O ouvirem.
2 Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles».
3 Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:
11 «Um homem tinha dois filhos.
12 O mais novo disse ao pai: "Pai, dá-me a parte da herança que me toca". O pai repartiu os bens pelos filhos.
13 Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta.
14 Tendo gastado tudo, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar privações.
15 Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos.
16 Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.
17 Então, caindo em si, disse: "Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome!
18 Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti.
19 Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores".
20 Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos.
21 Disse-lhe o filho: "Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho".
22 Mas o pai disse aos servos: "Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés.
23 Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos,
24 porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado". E começou a festa.
25 Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.
26 Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo.
27 O servo respondeu-lhe: "O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo".
28 Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele.
29 Mas ele respondeu ao pai: "Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos.
30 E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo".
31 Disse-lhe o pai: "Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.
32 Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado"».

Comentário ao Evangelho

Regressa, alma minha, e clama ao Senhor!

Ele tornou-Se minha ajuda e proteção. [...]
Cristo misericordioso, que carregais os pecados do mundo, acolhei a minha pobre oração e concedei-me o perdão das muitas faltas que cometi.
Jesus misericordioso, tende piedade de mim, presa caída nas mãos dos ladrões; curai, ó Verbo, as feridas da minha alma miserável e salvai-me, porque sois compassivo.
Como o filho pródigo, gastei todos os meus bens e estou caído em terra, nu de virtudes; sim, Pai, pequei, recebe-me e trata-me como um dos teus jornaleiros!
Mãe de Deus, estou prostrado, preso pelas cadeias do pecado; livrai-me, Puríssima, das minhas muitas misérias, como Deus, nascido de vós, livrou Adão prostrado em terra.
Sobre a rocha sólida da fé, fortalecei a determinação da minha alma e fortificai-me, Senhor, porque Vós sois o meu socorro, o meu refúgio e fortaleza.
Volta para trás, minha alma miserável, volta para trás e clama ao Senhor: «Pequei, Senhor, acolhei-me, pois, como acolhestes Manassés arrependido» (cf 2Cr 33,12)
Eu luto e temo; e, ao pensar no dia temido, clamo: «Senhor misericordioso, dai-me agora, antes do fim, o perdão dos meus pecados!»
Como o filho pródigo, brado: «Pequei», e não ouso levantar o meu olhar para Vós, Deus compassivo e amigo do homem; mas voltai-Vos e tende piedade de mim.
Mãe de Deus, Amante do Bem, Virgem Santíssima, implorai sem cessar ao Mestre misericordioso, vosso Filho, que nos livre do castigo eterno.

Livro das Horas do Sinai (século IX) Cânone 2, SC 486

Santo do Dia