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Liturgia diária

Terça-feira da 7ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 25 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

2,1-11.

1 Filho, se queres servir o Senhor, prepara a tua alma para a provação.
2 Procura ter um coração reto e constante e não te perturbes no tempo da adversidade.
3 Une-te ao Senhor e não te afastes dele, para seres exaltado no fim da tua vida.
4 Tudo aquilo que te aconteça, procura aceitá-lo, e nas dificuldades da tua humilde condição sê paciente.
5 Porque o ouro prova-se no fogo e os homens eleitos na fornalha da humilhação.
6 Confia no Senhor e Ele cuidará de ti, segue o caminho reto e espera no Senhor.
7 Vós, que temeis o Senhor, confiai na sua misericórdia e não vos afasteis, para não cairdes.
8 Vós, que temeis o Senhor, confiai nele e a recompensa não vos faltará.
9 Vós, que temeis o Senhor, esperai os seus benefícios, a alegria eterna e a sua misericórdia. Vós, que temeis o Senhor, amai-O e iluminar-se-á o vosso coração.
10 Considerai as antigas gerações e vede: Quem confiou no Senhor e ficou desiludido? Quem perseverou no seu temor e foi abandonado? Quem O invocou e não foi atendido?
11 Porque o Senhor é compassivo e misericordioso, perdoa os pecados e salva no tempo da tribulação. Ele é o protetor dos que O procuram de coração sincero.

37(36),3-4.18-19.27-28.39-40.

R/ Confia ao Senhor os teus caminhos e Ele te salvará.

3 Confia no Senhor e pratica o bem,
possuirás a Terra e viverás tranquilo.
4 Põe no Senhor as tuas delícias
e Ele satisfará os anseios do teu coração.

18 O Senhor conhece os dias dos bons
e a herança deles será eterna.
19 Não serão confundidos no tempo da adversidade
e nos dias da fome serão saciados.

27 Afasta-te do mal e pratica o bem
e permanecerás para sempre;
28 porque o Senhor ama a justiça
e não desampara os que Lhe são fiéis.

39 A salvação dos justos vem do Senhor,
Ele é o seu refúgio no tempo da tribulação.
40 O Senhor os ajuda e defende,
porque nele procuraram refúgio.

9,30-37.

30 Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia. Jesus não queria que ninguém o soubesse;
31 porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes: «O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens, que vão matá-lo; mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará».
32 Os discípulos não compreendiam aquelas palavras e tinham medo de O interrogar.
33 Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa, Jesus perguntou-lhes: «Que discutíeis no caminho?».
34 Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior.
35 Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos».
36 E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes:
37 «Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».

Comentário ao Evangelho

O bispo, «servidor de todos», como qualquer cristão

Todo aquele que está à cabeça do povo deve recordar antes de mais que é o servo de todos, e nunca desdenhar deste serviço [...], uma vez que o Senhor dos senhores (cf 1Tm 6,15) Se dignou pôr-Se ao nosso serviço.

Foi a impureza da carne que insinuou aos discípulos de Cristo uma espécie de desejo de grandeza, fazendo-lhes subir à cabeça os vapores do orgulho. Lemos, com efeito: «Levantou-se também entre eles uma questão: qual deles se devia considerar o maior?» (Lc 22,24); mas o Médico, que estava com eles, refreou-lhes a presunção [...], dando-lhes como exemplo de humildade uma criança (cf Mt 18,1-5). [...] Não esqueçamos que o orgulho foi o primeiro mal e a origem de todo o pecado.

Por isso, entre outras virtudes dos responsáveis pela Igreja, o apóstolo Paulo recomenda-nos a da humildade (cf 1Tm 3,6). [...] Quando o Senhor quis fortalecer os seus apóstolos na humildade, disse-lhes: «Quem entre vós quiser tornar-se grande, seja vosso servo» (Mt 20,26). [...] É como bispo que vos falo e, por conseguinte, a mim próprio dirijo estas palavras [...], porque Cristo «não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos» (Mc 10,45). Foi assim que Ele serviu – dando a sua vida para nos resgatar – e é assim que quer que também nós sirvamos. Qual de nós tem poder para resgatar quem quer que seja? Fomos resgatados da morte pela sua morte e pelo seu sangue; nós, que estávamos caídos por terra, fomos reerguidos pela sua humildade. Agora, devemos fazer a nossa parte pelos seus membros, porque fomos constituídos como tal: Ele é a cabeça, nós o corpo (cf Ef 1,22-23). É por isso que o apóstolo João nos exorta a imitá-lo, dizendo: «Ele deu a sua vida por nós e nós devemos também dar a vida pelos nossos irmãos» (1Jo 3,16).

Santo Agostinho (354-430) bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Sermão 340 A, para uma ordenação episcopal no ano 411

Santo do Dia