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Liturgia diária

6º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 16 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

17,5-8.

5 Eis o que diz o Senhor: «Maldito o homem que confia no homem e põe na carne a sua esperança, afastando o seu coração do Senhor.
6 Será como o cardo na estepe, que nem percebe quando chega a felicidade; habitará na aridez do deserto, terra salobre e inóspita.
7 Bendito o homem que confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança.
8 É como a árvore plantada à beira da água, que estende as raízes para a corrente: nada tem a temer quando vem o calor e a sua folhagem mantém-se sempre verde; em ano de estiagem, não se inquieta e não deixa de produzir os seus frutos.

1,1-2.3.4.6.

R/ Quem Vos segue, Senhor, terá a luz da vida.

1 Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
2 mas antes se compraz na lei do Senhor,
e nela medita dia e noite.

3 É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo
e sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido.

4 Bem diferente é a sorte dos ímpios:
são como palha que o vento leva.
6 O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição.

15,12.16-20.

12 Irmãos: Se pregamos que Cristo ressuscitou dos mortos, porque dizem alguns no meio de vós que não há ressurreição dos mortos?
16 Se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.
17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, ainda estais nos vossos pecados;
18 e assim, os que morreram em Cristo pereceram também.
19 Se é só para a vida presente que temos posta em Cristo a nossa esperança, somos os mais miseráveis de todos os homens.
20 Mas não. Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram.

6,17.20-26.

17 Naquele tempo, Jesus desceu do monte, na companhia dos apóstolos e deteve-Se num sítio plano, com numerosos discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e Sidónia.
20 Erguendo então os olhos para os discípulos, disse: «Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus.
21 Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.
22 Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem e insultarem e proscreverem o vosso nome como infame por causa do Filho do homem.
23 Alegrai-vos e exultai nesse dia, porque é grande no Céu a vossa recompensa. Era assim que os seus antepassados tratavam os profetas.
24 Mas ai de vós, os ricos, porque já recebestes a vossa consolação.
25 Ai de vós, que agora estais saciados, porque haveis de ter fome. Ai de vós, que rides agora, porque haveis de entristecer-vos e chorar.
26 Ai de vós quando todos os homens vos elogiarem. Era assim que os seus antepassados tratavam os falsos profetas».

Comentário ao Evangelho

Vazios, para nos enchermos de Deus!

«Ai de vós, que agora estais saciados». Não queiramos saciar-nos com as coisas deste mundo, nem com os bens materiais, nem com os bens espirituais, nem com nenhuma criatura, com nada que não seja Deus. Quanto mais nos esvaziarmos de tudo o que não é Deus, tanto mais poderemos estar cheios de Deus e ser saciados por Ele. [...]

Utilizemos as coisas deste mundo apenas na medida em que são necessárias para cumprir os nossos deveres com Deus, apenas na medida em que Ele nos ordena, apenas com vista a Ele, permanecendo absolutamente vazios de apegos a qualquer delas. [...] Longe de nos saciarmos com elas, esvaziemo-nos delas materialmente [...], e esvaziemos o coração por completo, de forma radical; que o nosso coração esteja radicalmente vazio, para que Deus o preencha por inteiro.

Isto não quer dizer que não devamos amar os homens, longe disso, mas não podemos amá-los por nós nem por eles, e sim tendo em vista apenas Deus: eles estão no nosso coração, mas não foram ali colocados por nós e sim por Deus; não os amamos em nós, amamo-los, de certa forma, no coração de Deus. Só a Deus amamos: a Ele pertence todo o nosso coração. Também amamos os homens, mas porque estão nele, porque os encontramos no seu coração, porque são algo dele.

São Charles de Foucauld (1858-1916) eremita e missionário no Saara «Sobre o Evangelho»

Santo do Dia