Liturgia diária
Segunda-feira da 2ª semana do Tempo Comum
5,1-10.
1 Todo o sumo sacerdote, escolhido de entre os homens, é constituído em favor dos homens, nas suas relações com Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados.
2 Ele pode ser compreensivo para com os ignorantes e os transviados, porque também ele está revestido de fraqueza;
3 e, por isso, deve oferecer sacrifícios pelos próprios pecados e pelos do seu povo.
4 Ninguém pode atribuir a si próprio esta honra, senão quem foi chamado por Deus, como Aarão.
5 Assim também, não foi Cristo que tomou para Si a glória de Se tornar sumo sacerdote; deu-Lha Aquele que Lhe disse: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei»,
6 e, como disse ainda noutro lugar: «Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec».
7 Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte, e foi atendido por causa da sua piedade.
8 Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento
9 e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.
10 Ele que foi proclamado por Deus sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedec.
110(109),1.2.3.4.
R/ O Senhor é sacerdote para sempre.
1 Disse o Senhor ao meu Senhor:
«Senta-te à minha direita,
até que Eu faça de teus inimigos escabelo de teus pés.
2 O Senhor estenderá de Sião
o cetro do teu poder
e tu dominarás no meio dos teus inimigos.
3 A ti pertence a realeza desde o dia em que nasceste,
nos esplendores da santidade,
antes da aurora, como orvalho, Eu te gerei».
4 O Senhor jurou e não Se arrependerá:
«Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedec».
2,18-22.
18 Naquele tempo, os discípulos de João e os fariseus guardavam o jejum. Vieram perguntar a Jesus: «Por que motivo jejuam os discípulos de João e os fariseus, e os teus discípulos não jejuam?».
19 Respondeu-lhes Jesus: «Podem os companheiros do noivo jejuar enquanto o noivo está com eles? Enquanto têm o noivo consigo, não podem jejuar.
20 Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias, jejuarão.
21 Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, porque o remendo novo arranca parte do velho e o rasgão fica maior.
22 E ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho acaba por romper os odres, e perdem-se o vinho e os odres. Para vinho novo, odres novos».
Comentário ao Evangelho
«Aí vem o esposo; ide ao seu encontro» (Mt 25,6)
Quando chegou o tempo de Se compadecer dos sofrimentos da humanidade, a sua bem-amada, Deus enviou o seu Filho único à Terra, a esse palácio sumptuoso e glorioso templo que foi o seio da Virgem Maria. Aí, Ele desposou a nossa natureza, unindo-a à sua Pessoa a partir do sangue puríssimo da Virgem bem-aventurada. O anjo Gabriel publicou os banhos, a gloriosa Virgem Maria deu o seu consentimento e o sacerdote que celebrou as bodas foi o Espírito Santo. E foi assim que Cristo, nosso fiel Esposo, Se uniu à nossa natureza, nos visitou em terra estrangeira (cf Lc 1,78) e nos instruiu de maneira celeste e com fidelidade perfeita (cf Jo 6,68-69; 1Cor 24.30).
Ele penou e combateu contra o nosso inimigo como valoroso campeão, anulando-lhe a devastação (cf Sl 80,14) e arrebatando-lhe o prémio da vitória (cf Is 40,10). Com a sua morte destruiu a nossa morte, resgatou-nos com o seu sangue e libertou-nos, no batismo, pela água do seu lado (cf Jo 19,34). Enriqueceu-nos com os seus dons e os sacramentos que nos deixou (cf 2Cor 8,9), a fim de que, ornados com todas as formas de virtude, fôssemos ao seu encontro, como nos diz no Evangelho (cf Mt 25,6), e O encontrássemos no palácio da sua glória para aí estarmos com Ele eternamente.
Santo do Dia
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