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Liturgia diária

Sexta-feira da 1ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 17 De Janeiro Cor litúrgica: Verde

4,1-5.11.

1 Irmãos: Embora se mantenha a promessa de entrar no repouso de Deus, devemos recear que algum de vós corra o risco de ficar excluído.
2 Também nós recebemos a boa nova, como os nossos pais. Mas a palavra que eles ouviram de nada lhes serviu, por não estarem unidos pela fé àqueles que a ouviram.
3 Na verdade, nós, que abraçamos a fé, entramos no repouso de que Deus falou, ao dizer: «Porque Eu jurei na minha ira: não entrarão no meu repouso». De facto, as obras de Deus estavam concluídas desde a criação do mundo,
4 pois em certa passagem falou assim do sétimo dia: «Ao sétimo dia Deus repousou de todas as suas obras»;
5 e noutro lugar: «Não entrarão no meu repouso».
11 Apressemo-nos, portanto, a entrar nesse repouso, para que ninguém sucumba, imitando aquele exemplo de desobediência.

78(77),3.4bc.6c-7.8.

R/ Não esqueçais as obras de Deus.

3 O que ouvimos e aprendemos
e nossos pais nos contaram,
4 narraremos à geração futura:
4 o poder do Senhor e as suas maravilhas.

6 Ergam-se e transmitam a seus filhos
7 para que ponham em Deus a sua confiança
e não esqueçam as obras do Senhor,
mas guardem os seus mandamentos.

8 Para que não sejam como seus pais,
geração rebelde e obstinada,
que não teve coração reto
nem espírito fiel a Deus.

2,1-12.

1 Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que Ele estava em casa,
2 juntaram-se tantas pessoas que já não cabiam sequer em frente da porta; e Jesus começou a pregar-lhes a palavra.
3 Trouxeram-Lhe um paralítico, transportado por quatro homens;
4 e, como não podiam levá-lo até junto dele, devido à multidão, descobriram o teto por cima do lugar onde Ele Se encontrava e, feita assim uma abertura, desceram a enxerga em que jazia o paralítico.
5 Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados».
6 Estavam ali sentados alguns escribas, que assim discorriam em seus corações:
7 «Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?».
8 Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações?
9 Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: "Os teus pecados estão perdoados" ou dizer: "Levanta-te, toma a tua enxerga e anda"?
10 Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na Terra o poder de perdoar os pecados, Eu te ordeno», disse Ele ao paralítico,
11 «levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa».
12 O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim».

Comentário ao Evangelho

«Não é só Deus que pode perdoar os pecados?»

«Trouxeram-Lhe um paralítico». Os evangelistas contam que, depois de terem aberto o teto, aqueles homens desceram o doente e o depuseram diante de Cristo, sem nada pedir, deixando Jesus fazer o que quisesse. No início do seu ministério pela Judeia, era Ele quem dava os primeiros passos e não exigia uma fé tão grande; aqui, são os outros que vêm ter com Ele, e tiveram de ter uma fé corajosa e viva: «Ao ver a fé daquela gente», diz o evangelho - isto é, a fé dos que tinham transportado o paralítico. [...] E o doente também teria uma grande fé, porque não se teria deixado transportar se não tivesse confiança em Jesus.

Perante tanta fé, Jesus mostra o seu poder e, com autoridade divina, perdoa os pecados ao doente, dando assim prova da sua igualdade com o Pai. Já tinha demonstrado essa igualdade quando curou o leproso dizendo: «Quero, fica curado»; quando acalmou a tempestade no mar; e quando expulsou os demónios, que nele reconheceram o seu soberano e o seu juiz. [...] Aqui, mostra-a primeiro sem espaventos, não Se apressando a curar exteriormente aquele que Lhe apresentaram. Começa por um milagre invisível: primeiro, cura a alma do homem, perdoando-lhe os pecados. É certo que esta cura era infinitamente mais vantajosa para aquele homem, mas trazia pouca glória a Cristo. Então alguns, levados pela malvadez, quiseram pô-lo em causa; e foram eles que, contra a sua própria vontade, tornaram o milagre mais deslumbrante.

São João Crisóstomo (c. 345-407) presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja Homilias sobre São Mateus, 29, 1-3

Santo do Dia