Liturgia diária
Batismo do Senhor – festa
40,1-5.9-11.
1 Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus.
2 Falai ao coração de Jerusalém e dizei-lhe em alta voz que terminaram os seus trabalhos e está perdoada a sua culpa, porque recebeu da mão do Senhor duplo castigo por todos os seus pecados.
3 Uma voz clama: «Preparai no deserto o caminho do Senhor, abri na estepe uma estrada para o nosso Deus.
4 Sejam alteados todos os vales, e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas.
5 Então se manifestará a glória do Senhor e todo o homem verá a sua magnificência, porque a boca do Senhor falou».
9 Sobe ao alto dum monte, arauto de Sião! Grita com voz forte, arauto de Jerusalém! Levanta sem temor a tua voz e diz às cidades de Judá: «Eis o vosso Deus.
10 O Senhor Deus vem com poder, o seu braço dominará. Com Ele vem o seu prémio, precede-O a sua recompensa.
11 Como um pastor, apascentará o seu rebanho e reunirá os animais dispersos; tomará os cordeiros em seus braços, conduzirá as ovelhas ao seu descanso».
104(103),1c-3a.3bc-4.24-25.27-28.29-30.
R/ Bendiz, ó minha alma, o Senhor: Como sois grande, Senhor, meu Deus!
1 Senhor, meu Deus, como sois grande!
Revestido de esplendor e majestade,
2 Estendeste os céus como um toldo,
assentastes sobre as águas a vossa morada,
3 Fazeis das nuvens
3 o vosso carro,
3 caminhais sobre as asas do vento.
4 Fazeis dos ventos vossos mensageiros,
do fogo ardente os vossos ministros.
24 Como são grandes, Senhor, as vossas obras!
Tudo fizestes com sabedoria:
a Terra está cheia das vossas criaturas.
25 Eis o mar, grande e largo,
onde se agitam inúmeros seres,
animais pequenos e grandes.
27 Todos de Vós esperam
que lhes deis de comer a seu tempo.
28 Dais-lhes o alimento e eles o recolhem,
abris a mão e enchem-se de bens.
29 Se escondeis o vosso rosto, ficam perturbados;
se lhes tiras o alento, morrem
e voltam ao pó de onde vieram.
30 Se mandais o vosso Espírito, retomam a vida
e renovais a face da Terra.
2,11-14.3,4-7.
11 Caríssimo: Manifestou-se a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens.
12 Ela nos ensina a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos, para vivermos, no tempo presente, com temperança, justiça e piedade,
13 aguardando a ditosa esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo,
14 que Se entregou por nós, para nos resgatar de toda a iniquidade e preparar para Si mesmo um povo purificado, zeloso das boas obras.
4 Mas, ao manifestar-se a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor para com os homens,
5 Ele salvou-nos, não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo batismo da regeneração e renovação do Espírito Santo,
6 que Ele derramou abundantemente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador,
7 para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna.
3,15-16.21-22.
15 Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias.
16 João tomou a palavra e disse-lhes: «Eu batizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo».
21 Quando todo o povo recebeu o batismo, Jesus também foi batizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se
22 e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência».
Comentário ao Evangelho
Jesus santificou o batismo e divinizou-nos
Jesus santificou o batismo deixando-Se batizar. Se o Filho de Deus foi batizado, nenhum homem piedoso desprezará o batismo. Ele não foi batizado para receber o perdão dos seus pecados, pois não tinha pecado, mas foi batizado sem ter pecado para conferir graça e dignidade divinas aos batizados. Uma vez que «os filhos dos homens têm o mesmo sangue e a mesma carne» (Heb 2,14) para que, participando da sua presença corporal, nos tornássemos também participantes da sua graça divina, assim também Jesus foi batizado para que uma nova participação nos conferisse a honra e a salvação. [...]
Desces à água carregando os teus pecados, mas a invocação da graça sela a tua alma, não permitindo que sejas engolido pelo dragão terrível. Desces morto em pecado e sobes vivo em justiça. Com efeito, se foste enxertado na semelhança da morte do Salvador, também serás julgado digno da ressurreição. Pois assim como Jesus sofreu por ter tomado sobre Si os pecados do mundo para te ressuscitar em justiça depois de ter feito morrer o pecado, assim também, depois de teres sido mergulhado na água e, de certo modo, sepultado nas águas como Ele foi na rocha, tu ressuscitas para «uma vida nova» (Rm 6,4).
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