Liturgia diária
Natal do Senhor – solenidade
9,1-6.
1 O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar.
2 Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos.
3 Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor.
4 Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas.
5 Porque um menino nasceu para nós um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz.
6 O seu poder será engrandecido numa paz sem fim, sobre o trono de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça, agora e para sempre. Assim o fará o Senhor do Universo.
96(95),1-2a.2b-3.11-12.13.
R/ Hoje nasceu o nosso Salvador, Jesus Cristo, Senhor.
1 Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, Terra inteira,
2 cantai ao Senhor, bendizei o seu nome.
2 Anunciai dia a dia a sua salvação,
3 publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas.
11 Alegrem-se os céus, exulte a Terra,
ressoe o mar e tudo o que ele contém,
12 exultem os campos e quanto neles existe,
alegrem-se as árvores das florestas.
13 Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a Terra.
Julgará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade.
2,11-14.
11 Caríssimo: Manifestou-se a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens.
12 Ela nos ensina a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos, para vivermos, no tempo presente, com temperança, justiça e piedade,
13 aguardando a ditosa esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo,
14 que Se entregou por nós, para nos resgatar de toda a iniquidade e preparar para Si mesmo um povo purificado, zeloso das boas obras.
2,1-14.
1 Naqueles dias, saiu um decreto de César Augusto, para ser recenseada toda a Terra.
2 Este primeiro recenseamento efetuou-se quando Quirino era governador da Síria.
3 Todos se foram recensear, cada um à sua cidade.
4 José subiu também da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e da descendência de David,
5 a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que estava para ser mãe.
6 Enquanto ali se encontravam, chegou o dia de ela dar à luz
7 e teve o seu Filho primogénito. Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.
8 Havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos.
9 O anjo do Senhor aproximou-se deles, e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo.
10 Disse-lhes o anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo:
11 nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor.
12 Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura».
13 Imediatamente juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo:
14 «Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens por Ele amados».
Comentário ao Evangelho
«Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens por Ele amados»
Céus, escutai! Terra, ouve com atenção! Que todas as criaturas, sobretudo o homem, sejam arrebatadas de admiração e irrompam em louvores: Jesus Cristo, o Filho de Deus, nasce em Belém da Judeia. [...] Haverá notícia mais bela a anunciar à terra? [...] Alguma vez se ouviu coisa parecida, alguma vez o mundo soube de coisa semelhante? Em Belém da Judeia, nasce Jesus Cristo, o Filho de Deus: são poucas palavras para exprimir a vinda do Verbo, a Palavra de Deus feita Menino, mas que doçura nestas palavras! [...] Jesus Cristo, o Filho de Deus, nasce em Belém. Nascimento de santidade incomparável: honra do mundo, exaltação dos homens devido ao bem imenso que Ele lhes traz, admiração dos anjos pela profundidade deste mistério de novidade sem par (cf Ef 3,10). [...]
Jesus Cristo, o Filho de Deus, nasce em Belém da Judeia. Vós que jazeis no pó, erguei-vos e louvai a Deus! Eis o Senhor que chega com a salvação, eis a vinda do Ungido do Senhor, do seu Messias, ei-lo que vem na sua glória. [...] Feliz daquele que, sentindo-se atraído por Ele, «acorre à fragrância dos seus perfumes» (Ct 1,4 LXX): ele verá a «glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito» (Jo 1,14).
Vós que estais perdidos, respirai: Jesus vem salvar o que perecera. Vós, os doentes, recuperai a saúde: Cristo vem estender o bálsamo da sua misericórdia sobre a chaga dos vossos corações. Estremecei de alegria, todos vós que sentis grandes desejos: o Filho de Deus vem fazer de vós co-herdeiros do seu Reino (cf Rm 8,17). Sim, Senhor, peço-Te, cura-me e ficarei curado; salva-me e serei salvo (cf Jr 7,14); glorifica-me e estarei verdadeiramente na glória. Sim, «bendiz, ó minha alma, o Senhor e todo o meu ser bendiga o seu nome santo» (Sl 102,1). [...] O Filho de Deus faz-Se homem para fazer dos homens filhos de Deus.
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