Liturgia diária
Quinta-feira da 1ª semana do Advento
26,1-6.
1 Naquele dia, cantarão este hino na terra de Judá: «Nós temos uma cidade forte; muralhas e fortificações foram postas para nos proteger.
2 Abri as portas para que entre um povo justo, um povo que pratica a fidelidade.
3 O seu coração está firme: dar-lhe-eis a paz, porque em Vós tem confiança».
4 Confiai sempre no Senhor, porque o Senhor é a nossa fortaleza eterna.
5 Humilhou os habitantes das alturas, abateu a cidade inacessível, derrubou-a por terra, arrasou-a até ao solo.
6 Ela é calcada aos pés, os pés dos infelizes, os passos dos pobres».
118(117),1.8-9.19-21.25-27a.
R/ Bendito o que vem em nome do Senhor.
1 Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
8 Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos homens.
9 Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos poderosos.
19 Abri-me as portas da justiça:
entrarei para dar graças ao Senhor.
20 Esta é a porta do Senhor:
os justos entrarão por ela.
21 Eu Vos darei graças porque me ouvistes
e fostes o meu Salvador.
25 Senhor, salvai os vossos servos,
Senhor, dai-nos a vitória.
26 Bendito o que vem em nome do Senhor,
da casa do Senhor nós vos abençoamos.
27 O Senhor é Deus
e fez brilhar sobre nós a sua luz.
7,21.24-27.
21 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Nem todo aquele que Me diz "Senhor, Senhor" entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus.
24 Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.
25 Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; mas ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.
26 Mas todo aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia.
27 Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se e foi grande a sua ruína».
Comentário ao Evangelho
Elevados pela humildade
Quanto mais queremos aproximar-nos de Deus, mais precisamos de nos ancorar na humildade.
Santo Agostinho mostra-nos muito bem que assim é através de uma comparação conhecida: «A meta que visamos é muito alta; pois é a Deus que procuramos, que queremos alcançar, já que só nele está a nossa bem-aventurança eterna. Ora, só podemos atingir esta meta tão elevada através da humildade. Queres subir? Começa por te rebaixar. Sonhas em construir um edifício que se eleve até aos céus? Cuida primeiro de lançar os alicerces com humildade». E quanto mais elevado for o edifício, acrescenta o Santo Doutor, mais fundos devem ser os fundamentos. Tanto mais que o solo da nossa pobre natureza é singularmente movediço e instável. Ora, a que altura aspira este edifício espiritual? À visão de Deus. Vede, pois, exclama ele, «a que grau de sublimidade se há de elevar este edifício, que meta sublime devemos alcançar; mas não esqueçais que só lá chegareis através da humildade» (Sermão 10, Verbis Domini).
É fácil compreender, pois, por que razão São Bento, que não nos dá outro objetivo que não seja «encontrar a Deus», funda a vida espiritual na humildade.
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