Liturgia diária
Terça-feira da 1ª semana do Advento
11,1-10.
1 Naquele dia, sairá um ramo do tronco de Jessé, e um rebento brotará das suas raízes.
2 Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus.
3 Animado assim do temor de Deus, não julgará segundo as aparências, nem decidirá pelo que ouvir dizer.
4 Julgará os infelizes com justiça e com sentenças retas os humildes do povo. Com o chicote da sua palavra atingirá o violento e com o sopro dos seus lábios exterminará o ímpio.
5 A justiça será a faixa dos seus rins, e a lealdade a cintura dos seus flancos.
6 O lobo viverá com o cordeiro, e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos, e um menino os poderá conduzir.
7 A vitela e a ursa pastarão juntamente, suas crias dormirão lado a lado; e o leão comerá feno como o boi.
8 A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra, e o menino meterá a mão na toca da víbora.
9 Não mais praticarão o mal nem a destruição em todo o meu santo monte: o conhecimento do Senhor encherá o país, como as águas enchem o leito do mar.
10 Nesse dia, a raiz de Jessé surgirá como bandeira dos povos; as nações virão procurá-la, e a sua morada será gloriosa.
72(71),2.7-8.12-13.17.
R/ Nos dias do Senhor nascerá a justiça e a paz para sempre.
2 Deus, concedei ao rei o poder de julgar
e a vossa justiça ao filho do rei.
Ele governará o vosso povo com justiça
e os vossos pobres com equidade.
7 Florescerá a justiça nos seus dias
e uma grande paz até ao fim dos tempos.
8 Ele dominará de um ao outro mar,
do grande rio até aos confins da Terra.
12 Socorrerá o pobre que pede auxílio
e o miserável que não tem amparo.
13 Terá compaixão dos fracos e dos pobres
e defenderá a vida dos oprimidos.
17 O seu nome será eternamente bendito
e durará tanto como a luz do Sol;
nele serão abençoadas todas as nações,
todos os povos da Terra o hão de bendizer.
10,21-24.
21 Naquele tempo, Jesus exultou de alegria pela ação do Espírito Santo e disse: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque isto foi do teu agrado.
22 Tudo Me foi entregue por meu Pai; e ninguém sabe o que é o Filho senão o Pai, nem o que é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar».
23 Voltando-Se depois para os discípulos, disse-lhes: «Felizes os olhos que veem o que estais a ver,
24 porque Eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram».
Comentário ao Evangelho
Deus convida-nos à sua alegria
Como és bom, meu Deus, por nos convidares à alegria. E não Te limitas a convidar-nos, mas apresentas-nos motivos fortes e poderosos, que nos obrigam a ser alegres na mesma medida em que Te amamos. [...]
O motivo de alegria que nos propões é a tua própria felicidade: quanto mais Te amamos, mais ardentemente queremos o teu bem, mais colocamos a nossa alegria e a nossa vida em Ti e não em nós, mais profundamente gozamos da tua felicidade. No Céu, a tua felicidade é a principal alegria dos eleitos; depende de nós gozarmos desta felicidade celeste, em grande parte, já nesta vida, o que poderá acontecer se Te amarmos o suficiente para sairmos de nós mesmos e pormos toda a nossa alegria em Ti. Se pusermos toda a nossa alegria em Ti, seremos imediatamente felizes já neste mundo! Se não pusermos toda a nossa alegria em Ti, nem no Céu seremos plenamente felizes.
Como és bom, meu Deus, que nos chamas deste mundo a tal felicidade, a tão superior perfeição, a tão íntima união contigo, e nos incitas com palavras tão ardentes! Como és bom! «Aclamai o Senhor, Terra inteira, gritai, rejubilai e cantai» (Sl 97,4).
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