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Liturgia diária

Sábado da 32ª semana do Tempo Comum

Sábado, 16 De Novembro Cor litúrgica: Verde

1,5-8.

5 Caríssimo Gaio: Tu procedes fielmente em tudo o que fazes pelos irmãos, apesar de serem estrangeiros.
6 Eles deram testemunho da tua caridade perante a Igreja. Farás bem, provendo-os do necessário para a viagem, de maneira digna aos olhos de Deus.
7 Foi pelo nome do Senhor que eles se puseram a caminho, sem nada receberem dos pagãos.
8 Devemos, portanto, ajudar esses homens, para sermos cooperadores da verdade.

112(111),1-2.3-4.5-6.

R/ Feliz o homem que espera no Senhor.

1 Feliz o homem que teme o Senhor
e ama ardentemente os seus preceitos.
2 A sua descendência será poderosa sobre a terra,
será abençoada a geração dos justos.

3 Haverá em sua casa abundância e riqueza,
a sua generosidade permanece para sempre.
4 Brilha aos homens retos, como luz nas trevas,
o homem misericordioso, compassivo e justo.

5 Ditoso o homem que se compadece e empresta
e dispõe das suas coisas com justiça.
6 Este jamais será abalado;
o justo deixará memória eterna.

18,1-8.

1 Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre, sem desanimar:
2 «Em certa cidade, vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens.
3 Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: "Faz-me justiça contra o meu adversário".
4 Durante muito tempo, ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: "É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens;
5 mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente"».
6 E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo.
7 E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo?
8 Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a Terra?».

Comentário ao Evangelho

Conhecermo-nos a nós próprios para conhecermos a Deus

Para chegarmos à humildade, não há nada mais direto ou mais adaptado do que o encontro connosco próprios na verdade. Para tal, basta não esconder nada, banir o espírito de engano, olharmos para nós de frente, sem nos deixarmos distrair.

Olhando desta maneira para si própria à luz da verdade, a alma talvez descubra que se encontra na «região da dissemelhança»; e então, suspirando tristemente, porque a sua verdadeira miséria já não pode ser-lhe ocultada, gritará ao Senhor, com o profeta: «Na tua verdade, humilhaste-me» (Sl 118,75 Vg). E como não há de sentir-se penetrada de humildade quando se conhece a si própria com toda a verdade? Pois a alma percebe-se, sob o peso do pecado [...], cega, retraída, sem forças, sujeita a muitos erros, exposta a mil perigos, alarmada por mil receios, ansiosa com mil problemas, assaltada por mil suspeitas, preocupada com mil necessidades, com propensão para o vício e impotência para a virtude.

Poderá ainda ter um olhar altivo e manter a cabeça erguida? Quando o sofrimento se torna penetrante como um espinho, não será para ele que a alma se volta? Sim, voltar-se-á para as lágrimas, voltar-se-á para o choro e os lamentos, voltar-se-á para o Senhor e exclamará com humildade: «Cura a minha alma, pois pequei contra Ti» (Sl 40,5). E, logo que se voltar para o Senhor, receberá a consolação, porque Ele é «o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação» (2Cor 1,3). [...] Depois desta experiência, Deus manifesta-Se como Salvador. [...]

Conhecermo-nos a nós próprios será um passo para reconhecermos a Deus. Ao renovar a sua imagem em nós, Ele próprio Se tornará visível. De facto, quando, de rosto descoberto e sem máscaras, refletires a glória do Senhor como num espelho, serás transformado nessa mesma imagem, cada vez mais nítida e clara, como convém à ação do Espírito de Deus (cf 2Cor 3,18).

São Bernardo (1091-1153) monge cisterciense, doutor da Igreja Sermão sobre o Cântico dos Cânticos, 36, 5-6

Santo do Dia