Liturgia diária
Quarta-feira da 31ª semana do Tempo Comum
2,12-18.
12 Caríssimos: Obedientes como sempre tendes sido, trabalhai com temor e tremor para a vossa salvação, não só como fazíeis na minha presença, mas agora muito mais na minha ausência.
13 Na verdade, é Deus que opera em vós o querer e o agir, segundo os seus desígnios de amor.
14 Fazei tudo sem murmurar nem discutir,
15 para serdes irrepreensíveis e puros, filhos de Deus sem mancha, no meio duma geração perversa e depravada, onde brilhais como estrelas no mundo,
16 ostentando firmemente a palavra da vida. Será esse o meu título de glória no dia de Cristo, por eu não ter corrido inutilmente, nem ter trabalhado em vão.
17 Mas, ainda que eu tenha de derramar o meu sangue em libação sobre o sacrifício e a oblação da vossa fé, alegro-me e congratulo-me com todos vós.
18 E vós também, alegrai-vos e congratulai-vos comigo.
27(26),1.4.13-14.
R/ O Senhor é a minha luz e a minha salvação.
1 O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei de temer?
O Senhor é protetor da minha vida:
de quem hei de ter medo?
4 Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário.
13 Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
14 Confia no Senhor, sê forte.
Tem coragem e confia no Senhor.
14,25-33.
25 Naquele tempo, seguia Jesus uma grande multidão. Jesus voltou-Se e disse-lhes:
26 «Se alguém vier ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo.
27 Quem não toma a sua cruz para Me seguir não pode ser meu discípulo.
28 Quem de vós, desejando construir uma torre, não se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la?
29 Não suceda que, depois de assentar os alicerces, se mostre incapaz de a concluir, e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo:
30 "Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir".
31 E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro a considerar se é capaz de se opor, com dez mil soldados, àquele que vem contra ele com vinte mil?
32 Aliás, enquanto o outro ainda está longe, manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz.
33 Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens não pode ser meu discípulo».
Comentário ao Evangelho
Sê o companheiro de armas da minha alma, ó meu Rei!
A minha alma, princesa real,
quando no mundo entrei através dela,
em guerra feroz se lançou
contra os conquistadores das trevas.
De início, não pensou em sua mente
que com dez mil
– ela própria e os sentidos do seu corpo –
poderia liderar o combate. [...]
As testemunhas elogiaram-me
como quem conhece as próprias capacidades
para lutar contra um adversário fraco
e não contra um antagonista que me supera.
Mas, quando o meu anjo me enviou,
antes de eu ir para a guerra,
a vontade do meu livre arbítrio
para fazer a paz de acordo com a lei,
Não dei ouvidos ao conselho
do teu mandamento em forma de parábola;
por isso, caí no campo de batalha,
perfurado por mil feridas incuráveis.
Vi outros com um corpo semelhante ao meu
vencer na arena;
e julguei que também eu, tal como eles,
venceria em combate singular.
Mas, quando vieram as tentações,
revelando a minha frouxidão,
separaram-me do grupo dos virtuosos
e deixaram-me no grupo dos celerados.
Tu, porém, meu Rei celeste,
Filho único do Pai todo-poderoso,
sê o companheiro de armas da minha fraca alma
no combate espiritual.
Derruba os mil que tenho à minha esquerda,
aqueles que lutam com maldade manifesta,
e os dez mil que tenho à minha direita,
esses que tomam a aparência de bem.
Fortalece-me contra essas espadas
com a arma da tua verdade;
e protege a minha cabeça, membro sublime,
com o capacete do teu sinal.
Santo do Dia
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