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Liturgia diária

Quinta-feira da 30ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 31 De Outubro Cor litúrgica: Verde

6,10-20.

10 Irmãos: Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
11 Revesti-vos da armadura de Deus, para poderdes resistir às ciladas do demónio.
12 Porque nós não temos de lutar contra adversários de carne e osso, mas contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritos do mal que habitam as regiões celestes.
13 Portanto, irmãos, tomai a armadura de Deus, para poderdes resistir no dia mau e perseverar firmes,
14 superando todas as provas. Permanecei bem firmes, de rins cingidos com o cinturão da verdade, revestidos com a couraça da justiça,
15 de pés calçados com o zelo de anunciar o Evangelho da paz.
16 Tende sempre nas mãos o escudo da fé, com o qual podereis apagar as setas inflamadas do Maligno.
17 Tomai o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.
18 Orai em todo o tempo, movidos pelo Espírito Santo, com toda a espécie de orações e súplicas. Perseverai nas vossas vigílias, com preces por todos os cristãos.
19 Orai também por mim, para que, ao falar, me seja concedida a palavra, a fim de anunciar com firmeza o mistério do Evangelho,
20 do qual sou embaixador nas minhas algemas. Possa eu de facto anunciá-lo com firmeza, como é meu dever.

144(143),1.2.9-10.

R/ Bendito seja o Senhor, rochedo do meu refúgio.

1 Bendito seja o Senhor, o meu refúgio,
que adestra as minhas mãos para a luta
e os meus dedos para o combate.

2 O Senhor é meu amparo e minha cidadela,
meu baluarte e meu libertador.
O Senhor é meu escudo e meu abrigo
Ele submete os povos ao meu poder.

9 Vou cantar-Vos, meu Deus, um cântico novo,
vou celebrar-Vos ao som da harpa,
10 a Vós, que dais aos reis a vitória,
e salvastes David, vosso servo.

13,31-35.

31 Naquele dia, aproximaram-se alguns fariseus, que disseram a Jesus: «Vai-Te daqui, porque Herodes quer matar-Te».
32 Jesus respondeu-lhes: «Ide dizer a essa raposa: Eu expulso demónios e realizo curas hoje e amanhã; ao terceiro dia, chego ao meu fim.
33 Mas hoje, amanhã e depois de amanhã, devo seguir o meu caminho, porque não é possível que um profeta morra fora de Jerusalém.
34 Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados, quantas vezes Eu quis reunir os teus filhos, como a galinha recolhe os pintainhos debaixo das suas asas! Mas vós não quisestes.
35 Pois bem, a vossa casa vai ficar abandonada. E Eu vos digo: não voltareis a ver-Me, até chegar o dia em que direis: "Bendito o que vem em nome do Senhor!"».

Comentário ao Evangelho

«Deus [...] deseja que todos os homens se salvem» (1Tm 2,4)

Deus não criou o homem para que ele perecesse, mas para que vivesse eternamente, e este desígnio permanece inalterado. Assim que vê brotar em nós a mais pequena centelha de boa vontade, ou que Ele próprio a faz brotar da pedra dura do nosso coração, a sua bondade cuida dela com atenção: estimula-a, fortalece-a com a sua inspiração, pois Ele «deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade» (1Tm 2,4)

«Não é da vontade do vosso Pai que está nos céus que se perca nem um destes pequeninos», diz o Senhor (Mt 18,14). [...] Deus é verdadeiro, e não mente quando jura: «Pela minha vida, oráculo de Deus, o Senhor, Eu não desejo a morte do malfeitor, mas, pelo contrário, que o malfeitor se converta do seu caminho e viva» (Ez 33,11). Se não é da sua vontade que um só destes pequeninos se perca, poderemos pensar, sem cometer um enorme sacrilégio, que Ele não quer a salvação de todos em geral, mas apenas de alguns? Quem se perde, perde-se contra a sua vontade, pois Ele grita-lhes todos os dias: «Convertei-vos dos vossos maus caminhos! Porque haveríeis vós de morrer, ó casa de Israel?» (Ez 33,11); e ainda: «Quantas vezes quis reunir os teus filhos, como uma galinha reúne os seus pintainhos debaixo das asas, e vós não quisestes!» (Mt 23,37); ou também: «Por que se revolta, então, este povo e Jerusalém persiste na revolta? Obstinam-se na falsidade e recusam voltar atrás» (Jer 8,5).

A graça de Cristo está sempre à nossa disposição. Uma vez que Ele «deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade», também os chama a todos, sem exceção: «Vinde a Mim, todos os que andais fatigados e oprimidos, e Eu vos darei descanso» (Mt 11,28).

São João Cassiano (c. 360-435) fundador de mosteiro em Marselha «Sobre a proteção de Deus», cap. VII; SC 54

Santo do Dia