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Liturgia diária

Sexta-feira da 29ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 25 De Outubro Cor litúrgica: Verde

4,1-6.

1 Irmãos: Eu, prisioneiro pela causa do Senhor, recomendo-vos que vos comporteis segundo a maneira de viver a que fostes chamados:
2 procedei com toda a humildade, mansidão e paciência; suportai-vos uns aos outros com caridade;
3 empenhai-vos em manter a unidade de espírito, pelo vínculo da paz.
4 Há um só corpo e um só Espírito, como existe uma só esperança na vida a que fostes chamados.
5 Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo.
6 Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, atua em todos e em todos Se encontra.

24(23),1-2.3-4ab.5-6.

R/ Venha o Senhor: é Ele o rei glorioso.

1 Do Senhor é a Terra e o que nela existe,
o mundo e quantos nele habitam.
2 Ele a fundou sobre os mares
e a consolidou sobre as águas.

3 Quem poderá subir à montanha do Senhor?
Quem habitará no seu santuário?
4 O que tem as mãos inocentes e o coração puro,
4 que não invocou o seu nome em vão nem jurou falso.

5 Este será abençoado pelo Senhor
e recompensado por Deus, seu Salvador.
6 Esta é a geração dos que O procuram,
que procuram a face do Deus de Jacob.

12,54-59.

54 Naquele tempo, dizia Jesus à multidão: «Quando vedes levantar-se uma nuvem no poente, logo dizeis: "Vem chuva"; e assim acontece.
55 E quando sopra o vento sul, dizeis: "Vai fazer muito calor"; e assim sucede.
56 Hipócritas, se sabeis discernir o aspeto da terra e do céu, porque não sabeis discernir o tempo presente?
57 Porque não julgais por vós mesmos o que é justo?».
58 E acrescentou: «Quando fores com o teu adversário ao magistrado, esforça-te por te entenderes com ele no caminho, para que ele não te arraste ao juiz e o juiz te entregue ao oficial de justiça e o oficial de justiça te meta na prisão.
59 Eu te digo: Não sairás de lá, enquanto não pagares o último centavo».

Comentário ao Evangelho

Perscruta os mistérios invisíveis de Deus!

O céu e a terra e tudo o que neles existe de toda a parte me dizem que Te ame, e não cessam de o dizer a todos os homens, para que não tenham desculpa (cf Rm 1,20). Mas, a um nível mais profundo, terás misericórdia de quem quiseres ter misericórdia e usarás de misericórdia com quem quiseres usar de misericórdia (cf Rm 9,15), pois, caso contrário, o céu e a terra cantarão os teus louvores a ouvidos surdos. [...]

Disse a todos os seres que rodeiam as portas da minha carne: «Falai-me do meu Deus, já que vós não o sois, dizei-me algo sobre Ele». E eles gritaram com voz forte: «Foi Ele mesmo que nos fez» (Sl 99,3). A minha pergunta era a minha atenção; a resposta deles, a sua beleza.

Mas será possível que esta beleza não seja manifesta a todos quantos têm integrais os seus sentidos? Porque não fala a mesma linguagem com todos? Na verdade, os animais, grandes e pequenos, veem-na, mas não a podem questionar, porque lhes falta esse juiz das mensagens dos sentidos que é a razão. Os homens, pelo contrário, podem fazer perguntas, para que os mistérios invisíveis de Deus se tornem inteligíveis para eles através dos seres criados (cf Rm 1,20).

Santo Agostinho (354-430) bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Confissões X, 6

Santo do Dia