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Liturgia diária

Quinta-feira da 22ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 5 De Setembro Cor litúrgica: Verde

3,18-23.

18 Irmãos: Ninguém tenha ilusões. Se alguém entre vós se julga sábio aos olhos do mundo, faça-se louco, para se tornar sábio.
19 Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus, como está escrito: «Apanharei os sábios na sua própria astúcia».
20 E ainda: «O Senhor sabe como são vãos os pensamentos dos sábios».
21 Por isso, ninguém deve gloriar-se nos homens. Tudo é vosso:
22 Paulo, Apolo e Pedro, o mundo, a vida e a morte, as coisas presentes e as futuras. Tudo é vosso;
23 mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus.

24(23),1-2.3-4ab.5-6.

R/ Venha o Senhor: é Ele o rei glorioso.

1 Do Senhor é a Terra e o que nela existe,
o mundo e quantos nele habitam.
2 Ele a fundou sobre os mares
e a consolidou sobre as águas.

3 Quem poderá subir à montanha do Senhor?
Quem habitará no seu santuário?
4 O que tem as mãos inocentes e o coração puro,
4 que não invocou o seu nome em vão nem jurou falso.

5 Este será abençoado pelo Senhor
e recompensado por Deus, seu Salvador.
6 Esta é a geração dos que O procuram,
que procuram a face do Deus de Jacob.

5,1-11.

1 Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus.
2 Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes.
3 Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão.
4 Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca».
5 Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes».
6 Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se.
7 Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos de tal modo que quase se afundavam.
8 Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador».
9 Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada.
10 Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante, serás pescador de homens».
11 Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.

Comentário ao Evangelho

«Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca»

«Faz-te ao largo» quer dizer: avança para o mar alto dos debates. Haverá profundidade comparável aos «abismos da riqueza, da sabedoria e da ciência do Filho de Deus» (Rom 11,33), à proclamação da sua filiação divina? [...] A Igreja é conduzida por Pedro para o mar alto do testemunho, para contemplar o Filho de Deus ressuscitado e o Espírito Santo derramado.

O que são estas redes de apóstolo que Cristo nos manda lançar? Não serão o encadeado das palavras, as voltas do discurso, a profundidade dos argumentos, que não deixam escapar aqueles que são agarrados? Estes instrumentos de pesca dos apóstolos não matam a presa, mas retiram-na dos abismos para a luz, conduzem-na lá de baixo até às alturas. [...]

«Mestre», diz Pedro, «andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Também eu, Senhor, sei que é de noite para mim quando não és Tu a dar-me as ordens. Ainda não converti ninguém com as minhas palavras, ainda é noite. Falei no dia da Epifania: lancei a rede, mas ainda não apanhei nada. Lancei a rede durante o dia. Espero as tuas ordens; à tua palavra, tornarei a lançá-la. A confiança em si mesmo é vã, mas a humildade dá muito fruto. Eis que aqueles que até então não tinham apanhado nada, à palavra do Senhor, capturam uma enorme quantidade de peixes.

Santo Ambrósio (c. 340-397) bispo de Milão, doutor da Igreja Tratado sobre o evangelho de São Lucas

Santo do Dia