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Liturgia diária

Sábado da 15ª semana do Tempo Comum

Sábado, 20 De Julho Cor litúrgica: Verde

2,1-5.

1 Ai daqueles que, deitados em sua cama, planeiam a injustiça e tramam o mal! Ao romper do dia, logo o praticam, porque está ao seu alcance.
2 Cobiçam os campos e roubam-nos, desejam as casas e apoderam-se delas. Escravizam o homem e a sua casa, o dono e a sua herança.
3 Por isso, diz o Senhor: «Eu penso em mandar contra esta gente um castigo de que não podeis livrar a cabeça. Não mais andareis de fronte erguida, pois será um tempo de desgraça.
4 Nesse dia entoarão contra vós uma sátira e vos cantarão assim os seus lamentos: "Estamos totalmente arruinados. Os bens do meu povo foram confiscados e não há ninguém para lhos devolver; os nossos campos são entregues a quem nos tiraniza".
5 Por isso, não haverá ninguém que tire à sorte uma porção para vós na assembleia do Senhor».

9(9B),1-2.3-4.7-8.14.

R/ Senhor, não Vos esqueçais dos pobres.

1 Senhor, porque Te conservas à distância
e Te escondes nos tempos de angústia?
2 No seu orgulho, o ímpio persegue o infeliz;
que ele seja apanhado na cilada que armou.

3 O pecador vangloria-se da sua ambição;
o ganancioso blasfema e despreza o Senhor.
4 O ímpio diz, na sua arrogância:
«Ele não me castigará! Deus não existe!»

7 A sua boca está cheia de maldição e mentira;
na sua língua só há malícia e maldade.
Põe-se de emboscada junto aos povoados
e esconde-se para matar o inocente.

8 Mas Tu vês a angústia e o pesar,
observas tudo e tomas essa causa nas tuas mãos.
14 A Ti se abandona confiadamente o pobre;
Tu és o amparo do órfão.

12,14-21.

14 Naquele tempo, os fariseus reuniram conselho contra Jesus, a fim de O fazerem desaparecer.
15 Mas Jesus, ao saber disso, retirou-Se dali. Muitos O seguiram e Ele curou-os a todos,
16 mas intimou-os que não descobrissem quem Ele era,
17 para se cumprir o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer:
18 «Eis o meu servo, a quem Eu escolhi, o meu predileto, em quem se compraz a minha alma. Sobre ele farei repousar o meu Espírito, para que anuncie a justiça às nações.
19 Não discutirá nem clamará, nem se fará ouvir a sua voz nas praças.
20 Não quebrará a cana já fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega, enquanto não levar a justiça à vitória;
21 e as nações colocarão a esperança no seu nome».

Comentário ao Evangelho

«Eis o meu servo»

No decurso de uma refeição, Jesus levantou-Se da mesa e despojou-Se das suas vestes, tomando a aparência de escravo, como demonstram estas palavras: «tomando uma toalha, atou-a à cintura», para não ficar completamente nu e para limpar os pés dos discípulos com as suas vestes. Vede a que ponto se baixa a grandeza e a glória do Verbo feito carne: para lavar os pés dos seus discípulos, «deitou água na bacia» (Jo 13,2-5).

«Abraão ergueu os olhos e viu três homens de pé na sua frente. Imediatamente correu da entrada da tenda ao seu encontro, prostrou-se por terra e disse: "Meu Senhor, se mereci o teu favor, peço-te que não passes adiante sem parar em casa do teu servo"» (Gn 18,2-3). Contudo, Abraão não deita pessoalmente a água nem se dispõe a lavar os pés dos estrangeiros que chegaram a sua casa, mas diz: «Permiti que se traga um pouco de água para vos lavar os pés; e descansai debaixo desta árvore». Nem José trouxe água para lavar os pés aos seus onze irmãos: foi o seu intendente que os mandou entrar em casa e seguidamente «deram-lhes água para lavarem os pés» (Gn 43,24).

Mas Aquele que declarou que «o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir» (Mt 20,28), e que disse de pleno direito: «aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29), deitou pessoalmente água na bacia, pois sabia que só Ele podia lavar os pés aos discípulos de forma que essa purificação lhes permitisse tomar parte com Ele. A água era uma palavra capaz de lavar os pés aos discípulos, quando eles se aproximassem da bacia ali colocada para eles por Jesus.

Orígenes (c. 185-253) presbítero, teólogo Comentário do Evangelho de João 32, 4; PG 14, 741-752

Santo do Dia