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Liturgia diária

14º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 7 De Julho Cor litúrgica: Verde

2,2-5.

2 Naqueles dias, o Espírito entrou em mim e fez-me levantar. Ouvi então Alguém que me dizia:
3 «Filho do homem, Eu te envio aos filhos de Israel, a um povo rebelde que se revoltou contra Mim. Eles e seus pais ofenderam-Me até ao dia de hoje.
4 É a esses filhos de cabeça dura e coração obstinado que te envio, para lhes dizeres: "Eis o que diz o Senhor".
5 Podem escutar-te ou não – porque são uma casa de rebeldes –, mas saberão que há um profeta no meio deles».

123(122),1-2a.2bcd.3-4.

R/ Os nossos olhos estão postos no Senhor, até que Se compadeça de nós.

1 Levanto os meus olhos para Vós,
para Vós que habitais no Céu,
2 como os olhos do servo
se fixam nas mãos do seu senhor.

2 Como os olhos da serva
se fixam nas mãos da sua senhora,
2 assim os nossos olhos
se voltam para o Senhor nosso Deus,
2 até que tenha piedade de nós.

3 Piedade, Senhor, tende piedade de nós,
porque estamos saturados de desprezo.
4 A nossa alma está saturada do sarcasmo dos arrogantes
e do desprezo dos soberbos.

12,7-10.

7 Irmãos: Para que a grandeza das revelações não me ensoberbeça, foi-me deixado um espinho na carne – um anjo de Satanás que me esbofeteia –, para que não me orgulhe.
8 Por três vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim.
9 Mas Ele disse-me: «Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se manifesta todo o meu poder». Por isso, de boa vontade me gloriarei das minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo.
10 Alegro-me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor de Cristo, porque, quando sou fraco, então é que sou forte.

6,1-6.

1 Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se à sua terra e os discípulos acompanharam-no.
2 Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que Lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos?
3 Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?». E ficavam perplexos a seu respeito.
4 Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa».
5 E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos.
6 Estava admirado com a falta de fé daquela gente. E percorria as aldeias dos arredores, ensinando.

Comentário ao Evangelho

«Se retiver as águas, tudo secará; se as soltar, elas submergirão a terra» (Jb 12,15)

«Se retiver as águas, tudo secará; se as soltar, elas submergirão a terra» (Jb 12,15). Entendamos por água a ciência da pregação, como está escrito: «As palavras da boca de um homem [sábio] são águas profundas, torrente transbordante, fonte de sabedoria» (Pr 18,4); se as águas forem retidas, tudo seca. Sim, tirai aos pregadores a ciência, e os corações que poderiam ter verdejado na esperança da eternidade murcham imediatamente, permanecendo na secura do desespero, apreciando o transitório, ignorando a esperança daquilo que subsiste.

E se por água entendemos a graça do Espírito Santo, como diz a palavra da Verdade no Evangelho: «Quem acredita em Mim, como diz a Escritura, "do seu ventre brotarão rios de água viva"»; e o evangelista acrescenta: «Disse isto acerca do Espírito, que estavam prestes a receber os que nele acreditaram» (Jo 7,38-39), esta interpretação está claramente de acordo com as palavras de Job: «Se retiver as águas, tudo secará»; pois, se a graça do Espírito Santo for retirada ao espírito daquele que escuta a Palavra, a sua mente, que estava verde de esperança quando a ouviu, seca imediatamente. E falar, não de água, mas de águas, no plural, é recordar a graça dos sete dons espirituais, pois os dons que nos enchem são outras tantas águas que se derramam no nosso coração.

São Gregório Magno (c. 540-604) papa, doutor da Igreja Livro XI, SC 212

Santo do Dia