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Liturgia diária

Terça-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 2 De Julho Cor litúrgica: Verde

3,1-8.4,11-12.

1 Escutai esta palavra, que o Senhor pronuncia contra vós, filhos de Israel, contra todo o povo que Ele tirou da terra do Egito:
2 «Só a vós conheci, entre todos os povos da Terra. Por isso vos pedirei contas de todos os vossos pecados.
3 Porventura seguem juntos dois homens sem que antes tenham combinado?
4 Ruge o leão na floresta sem ter uma presa? O leãozinho faz ouvir no esconderijo a sua voz sem ter a sua caça?
5 Cai o pássaro por terra num laço sem haver armadilha? Levanta-se do chão a rede sem nada ter apanhado?
6 Soa a trombeta na cidade sem que o povo fique alarmado? Pode haver na cidade uma desgraça sem que o Senhor a tenha mandado?
7 O Senhor Deus não fez coisa alguma sem revelar as suas intenções aos profetas, seus servos.
8 Quando ruge o leão, quem não terá medo? Quando fala o Senhor Deus, quem recusará profetizar?
11 Arruinei-vos, como fiz a Sodoma e Gomorra, e vós ficastes como tição arrancado ao incêndio, mas não voltastes para Mim – oráculo do Senhor.
12 Por isso, é assim que hei de tratar-te, Israel, e, porque vou tratar-te assim, prepara-te, Israel, para enfrentares o teu Deus».

5,5-6.7.8.

R/ Senhor, guiai-me na vossa justiça.

5 Vós não sois um Deus que se agrade do mal,
o perverso não tem aceitação junto de Vós,
6 nem os ímpios suportam o vosso olhar.

7 Vós detestais todos os malfeitores
e exterminais os que dizem mentiras:
o Senhor abomina os sanguinários e fraudulentos.

8 Mas, confiado na vossa bondade,
eu entrarei na vossa casa,
com reverência me prostrarei no vosso templo santo.

8,23-27.

23 Naquele tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-no.
24 Entretanto, levantou-se no mar tão grande tormenta que as ondas cobriam o barco. Jesus dormia.
25 Aproximaram-se os discípulos e acordaram-no, dizendo: «Salva-nos, Senhor, que estamos perdidos».
26 Disse-lhes Jesus: «Porque temeis, homens de pouca fé?». Então levantou-Se, falou imperiosamente ao vento e ao mar e fez-se grande bonança.
27 Os homens ficaram admirados e disseram: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».

Comentário ao Evangelho

«Porque temeis?»

Meus filhos, seja o que for que vos aconteça, lembrai-vos de que Eu estou sempre convosco. Lembrai-vos de que, visível ou invisível, parecendo agir ou parecendo dormir e esquecer-vos, Eu velo sempre, estou em toda a parte e sou omnipotente. Nunca tenhais medo, nem preocupações: Eu estou presente, Eu velo, Eu amo-vos. […] Eu sou omnipotente - que mais quereis? […] Lembrai-vos das tempestades que acalmei com uma palavra, transformando-as numa grande calmaria. Lembrai-vos de que sustive Pedro quando caminhava sobre as águas (cf Mt 14,28ss). Estou sempre tão perto de cada homem como estou agora de vós. […] Tende confiança, fé, coragem; não vos preocupeis com o vosso corpo nem com a vossa alma (cf Mt 6,25), porque Eu estou presente, sou omnipotente e amo-vos.

Mas […] que a vossa confiança não nasça da negligência, da ignorância dos perigos, nem da confiança em vós mesmos ou noutras criaturas. […] Os perigos que correis são iminentes: os demónios, inimigos fortes e manhosos, a vossa natureza, o mundo, fazem-vos continuamente uma oposição encarniçada. […] Nesta vida, as tempestades são quase contínuas e a vossa barca está sempre prestes a soçobrar. Mas Eu estou presente, e comigo ela é insubmersível. Desconfiai de tudo e sobretudo de vós mesmos, mas tende em Mim uma confiança total, capaz de expulsar toda a inquietação.

São Charles de Foucauld (1858-1916) eremita e missionário no Saara Meditação «Oito dias em Efrém», a tempestade acalmada

Santo do Dia