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Liturgia diária

Sábado da 11ª semana do Tempo Comum

Sábado, 22 De Junho Cor litúrgica: Verde

24,17-25.

17 Depois da morte de Joiadá, os chefes de Judá foram prostrar-se diante do rei e o rei deu-lhes ouvidos.
18 Abandonaram o templo do Senhor, Deus de seus pais, e prestaram culto aos postes sagrados e aos ídolos. Por causa dessa infidelidade, a ira divina inflamou-se contra Judá e Jerusalém.
19 O Senhor enviou-lhes profetas, a fim de os fazer voltar para Si. Os profetas fizeram-lhes as suas advertências, mas eles não quiseram escutá-los.
20 Então o espírito de Deus veio sobre Zacarias, filho do sacerdote Joiadá. Zacarias apresentou-se diante do povo e disse-lhe: «Assim fala Deus: Por que razão transgredis os mandamentos do Senhor, atraindo a desgraça sobre vós? Uma vez que abandonastes o Senhor, também Ele vai abandonar-vos».
21 Conspiraram então contra o profeta e apedrejaram-no por ordem do rei, no átrio do templo do Senhor.
22 Assim o rei Joás, esquecendo a dedicação de Joiadá, pai de Zacarias, deu a morte ao profeta. Zacarias disse, ao morrer: «O Senhor veja isto e faça justiça».
23 No princípio do ano seguinte, o exército dos arameus marchou contra Joás e invadiu Judá e Jerusalém. Os arameus mataram todos os chefes do povo e enviaram todos os seus despojos ao rei de Damasco.
24 Embora o exército dos arameus tivesse vindo com poucos homens, o Senhor entregou em suas mãos um grande exército, porque o povo tinha abandonado o Senhor, Deus de seus pais. Os arameus infligiram justo castigo a Joás;
25 e, quando se retiraram, deixando-o gravemente doente, os seus servos conspiraram contra ele, por ter derramado o sangue do filho do sacerdote Joiadá, e deram-lhe a morte no próprio leito. Morto o rei, deram-lhe sepultura na Cidade de David, mas não nos sepulcros dos reis.

89(88),4-5.29-30.31-32.33-34.

R/ A minha aliança com ele será eterna.

4 Concluí uma aliança com o meu eleito,
fiz um juramento a David, meu servo:
5 conservarei a tua descendência para sempre,
estabelecerei o teu trono por todas as gerações.

29 Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,
a minha aliança com ele será irrevogável.
30 Conservarei a sua descendência eternamente
e o seu trono terá a duração dos céus.

31 Se os seus filhos abandonarem a minha aliança
e não caminharem segundo os seus preceitos,
32 se violarem as minhas determinações
e não cumprirem os meus mandamentos;

33 punirei com a vara os seus delitos
e com açoites os seus pecados,
34 mas não lhes retirarei o meu favor,
nem faltarei à minha fidelidade.

6,24-34.

24 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.
25 Por isso vos digo: não vos preocupeis, quanto à vossa vida, com o que haveis de comer, nem, quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário?
26 Olhai para as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; o vosso Pai celeste as sustenta. Não valeis vós muito mais do que elas?
27 Quem de entre vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à sua estatura?
28 E porque vos inquietais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam;
29 mas Eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.
30 Se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao forno, não fará muito mais por vós, homens de pouca fé?
31 Não vos inquieteis, dizendo: "Que havemos de comer? Que havemos de beber? Que havemos de vestir?"
32 Os pagãos é que se preocupam com todas estas coisas. Bem sabe o vosso Pai celeste que precisais de tudo isso.
33 Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo.
34 Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã tratará das suas inquietações. A cada dia basta o seu cuidado».

Comentário ao Evangelho

«Não vos preocupeis»

Pensa nisto: o teu Deus ama-te mais do que tu te amas a ti próprio; por isso, nada tens a temer. «O Senhor cuida de mim» (Sl 39,18), repetia David, e este pensamento reconfortava-o. Diz, tu também: «Nos teus braços, Senhor, me entrego, sem admitir outra preocupação que não seja amar-Te e agradar-Te: aqui me tens, pronto a fazer tudo o que quiseres. Tu tens mais do que o simples desejo de me fazer o bem: fá-lo-ás realmente; por isso, a Ti entrego o cuidado da minha salvação, já que me mandas depositar toda a minha esperança em Ti: "Em paz me deito e logo adormeço, pois só Tu, Senhor, me fazes viver em segurança" (Sl 4,9)».

«Sê digno da bondade do Senhor» (Sab 1,1): com estas palavras, o Sábio exorta-nos a confiar na misericórdia de Deus muito mais do que a temer a sua justiça. De facto, Deus está muito mais inclinado a abençoar do que a castigar, segundo as palavras de São Tiago: «A misericórdia triunfa sobre o juízo» (Tg 2,13). Daí a recomendação do apóstolo São Pedro: «Confiai-Lhe todas as vossas preocupações, porque Ele cuida de vós» (1Pd 5,7). Abandonemo-nos sem reservas à bondade de Deus, mas, sobretudo, confiemos na preocupação extrema que Ele tem pela nossa salvação.

Santo Afonso-Maria de Ligório (1696-1787) bispo, doutor da Igreja Maneira de conversar com Deus

Santo do Dia