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Liturgia diária

Segunda-feira da 9ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 3 De Junho Cor litúrgica: Verde

1,2-7.

2 Caríssimos: A graça e a paz vos sejam dadas em abundância, pelo conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor.
3 Jesus, com o seu divino poder, concedeu-nos tudo o que é necessário à vida e à piedade, fazendo-nos conhecer Aquele que nos chamou pela sua glória e virtude.
4 Assim, entramos na posse das maiores e mais preciosas promessas, para nos tornarmos participantes da natureza divina, livres da corrupção que a concupiscência gera no mundo.
5 Por este motivo, esforçai-vos quanto possível por juntar à vossa fé a virtude, à virtude a ciência,
6 à ciência a temperança, à temperança a constância, à constância a piedade,
7 à piedade o amor fraterno, ao amor fraterno a caridade.

91(90),1-2.14-15ab.15c-16.

R/ Senhor, meu Deus, em Vós confio.

1 Tu, que habitas sob a proteção do Altíssimo,
moras à sombra do Omnipotente,
2 diz ao Senhor: «Sois o meu refúgio e a minha cidadela;
meu Deus, em Vós confio».

14 «Porque confiou em Mim, hei de salvá-lo;
hei de protegê-lo, pois conheceu o meu nome.
15 Quando Me invocar, hei de atendê-lo,
15 estarei com ele na tribulação.

15 Hei de libertá-lo e dar-lhe glória,
16 favorecê-lo-ei com longa vida
e lhe mostrarei a minha salvação».

12,1-12.

1 Naquele tempo, Jesus começou a falar em parábolas aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciãos: «Um homem plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, construiu um lagar e ergueu uma torre. Depois arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe.
2 Quando chegou o tempo, enviou um servo aos vinhateiros para receber deles uma parte dos frutos da vinha.
3 Os vinhateiros apoderaram-se do servo, espancaram-no e mandaram-no sem nada.
4 Enviou-lhes de novo outro servo. Também lhe bateram na cabeça e insultaram-no.
5 Enviou-lhes ainda outro, que eles mataram. Enviou-lhes muitos mais e eles espancaram uns e mataram outros.
6 O homem tinha ainda alguém para enviar: o seu querido filho; e enviou-o por último, dizendo consigo: "Respeitarão o meu filho".
7 Mas aqueles vinhateiros disseram entre si: "Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e a herança será nossa".
8 Apoderaram-se dele, mataram-no e lançaram-no fora da vinha.
9 Que fará então o dono da vinha? Virá ele próprio para exterminar os vinhateiros e entregará a outros a sua vinha.
10 Não lestes esta passagem da Escritura: "A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se pedra angular.
11 Isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos"?» Procuraram então prender Jesus, pois compreenderam que tinha dito para eles a parábola.
12 Mas tiveram receio da multidão e por isso deixaram-no e foram-se embora.

Comentário ao Evangelho

«O homem tinha ainda alguém para enviar: o seu querido filho; e enviou-o por último»

Deus tinha criado o homem à sua imagem e semelhança (cf Gn 1,26), e havia-o julgado digno de O conhecer, pois estava acima de todos os animais devido ao dom da inteligência, fora criado no gozo das incomparáveis delícias do Paraíso e fora feito senhor de tudo o que havia à face da Terra. Mas, ao vê-lo cair no pecado, instigado pela serpente, e, pelo pecado, na morte e no sofrimento que a ela conduzem, não o rejeitou. Pelo contrário, deu-lhe desde logo o auxílio da sua Lei; designou anjos para o guardarem e cuidarem dele; enviou profetas para lhe reprovarem a maldade e lhe ensinarem a virtude [...].

E quando, apesar destas graças e de muitas outras, os homens persistiram na desobediência, não Se afastou deles. Tendo nós ofendido o nosso benfeitor e mostrado indiferença pelos sinais da sua proteção, não fomos abandonados pela bondade do Senhor nem obliterados do seu amor, antes fomos subtraídos à morte e devolvidos à vida por Nosso Senhor Jesus Cristo; e a maneira como fomos salvos é digna de uma admiração maior ainda: «Ele, que é de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas despojou-Se a Si próprio, tomando a condição de servo» (Fl 2,6-7). «Ele tomou sobre Si as nossas doenças, carregou as nossas dores, [...] foi ferido [...]» para nos salvar pelas suas chagas (Is 53,4-5). Ele «resgatou-nos da maldição da Lei, ao fazer-Se maldição por nós» (Gl 3,13) e sofreu a mais infamante morte para nos conduzir à vida da glória.

E não Lhe bastou devolver à vida aqueles que estavam na morte; também os revestiu da dignidade divina e lhes preparou no repouso eterno uma felicidade que ultrapassa toda a imaginação humana. «Como hei de retribuir ao Senhor todos os seus benefícios para comigo?» (Sl 115,12), como retribuiremos tudo o que Ele nos deu? Ele é tão bom que nada pede em compensação por tantas graças: contenta-Se em ser amado.

São Basílio (c. 330-379) monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja Regras monásticas, Regras Maiores, § 2

Santo do Dia