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Liturgia diária

Terça-feira da 8ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 28 De Maio Cor litúrgica: Verde

1,10-16.

10 Caríssimos: A salvação das almas foi objeto das investigações e meditações dos profetas que predisseram a graça a vós destinada.
11 Procuravam descobrir a que tempo e circunstâncias se referia o Espírito de Cristo que estava neles, quando predizia os sofrimentos de Cristo e as glórias que se lhes haviam de seguir.
12 Foi-lhes revelado que não era para eles, mas para vós, que no seu ministério transmitiam essa mensagem. É essa mensagem que agora vos anunciam aqueles que, movidos pelo Espírito Santo enviado do Céu, vos pregam o Evangelho, o qual os próprios Anjos desejam contemplar.
13 Por isso, tende o vosso espírito alerta e sede vigilantes; ponde toda a vossa esperança na graça que vos será concedida, quando Jesus Cristo Se manifestar.
14 Como filhos obedientes, não vos conformeis com os desejos de outrora, quando vivíeis na ignorância.
15 Mas, à semelhança do Deus santo que vos chamou, sede santos, vós também, em todas as vossas ações,
16 como está escrito: «Sede santos, porque Eu sou santo».

98(97),1.2-3ab.3c-4.

R/ O Senhor revelou a sua salvação.

1 Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

2 O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
3 Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
3 em favor da casa de Israel.

3 Os confins da Terra puderam ver
4 Aclamai o Senhor, Terra inteira,
exultai de alegria e cantai.

10,28-31.

28 Naquele tempo, Pedro começou a dizer a Jesus: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir».
29 Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras por minha causa e por causa do evangelho
30 receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna.
31 Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros».

Comentário ao Evangelho

Deixar tudo para O seguir

Havia já quarenta anos que Clara, segundo a comparação utilizada por São Paulo (cf 1Cor 9,24), corria no estádio da grande pobreza, aproximando-se da meta da sua vocação celeste e da recompensa prometida ao vencedor. [...] A Divina Providência apressava-Se a cumprir o que havia previsto para Clara: Cristo queria introduzir a pobrezinha no seu palácio real no termo da sua peregrinação. E ela aspirava com todo o arrebatamento do seu desejo [...] a contemplar, reinando no alto em toda a sua glória, o Cristo que imitara na Terra na sua pobreza. [...]

Todas as suas filhas estavam reunidas em torno do leito da mãe. [...] Dirigindo-se então a si mesma, Clara disse à sua alma: «Parte com segurança, pois tens um bom guia para o caminho. Parte, pois Aquele que te criou também te santificou; Ele sempre te protegeu e te amou com um amor terno, como uma mãe ama o seu filho. Abençoado sejas, Senhor, que me criaste!» Uma irmã perguntou-lhe a quem se dirigia e Clara respondeu: «À minha alma abençoada». O seu guia para o caminho não estava longe. Com efeito, voltando-se para uma das suas filhas, perguntou-lhe: «Estás a ver o Rei de glória que eu entrevejo?» [...]

Bendita seja a sua saída deste vale de misérias, uma saída que foi para ela a entrada na vida bem-aventurada! Em recompensa dos seus jejuns neste mundo, conhece agora a alegria que reina à mesa dos santos; em troca dos andrajos e das cinzas, entrou na posse da beatitude do Reino dos Céus, onde está revestida com as vestes da glória eterna.

Tomás de Celano (c. 1190-c. 1260) biógrafo de São Francisco e de Santa Clara Vida de Santa Clara, §§ 25-28

Santo do Dia