Liturgia diária
Quarta-feira da 7ª semana do Tempo Comum
4,13-17.
13 Caríssimos: Agora, escutai-me, vós que dizeis: «Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, onde passaremos um ano, fazendo negócio e tirando lucro».
14 Mas vós não sabeis o que traz o dia de amanhã. Que vem a ser, afinal, a vossa vida? Sois como a neblina que aparece um momento e se esvai em seguida.
15 Deveríeis antes dizer: «Se o Senhor quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo».
16 Mas ao contrário, envaideceis-vos com a vossa arrogância. Toda a presunção desse género é má.
17 Assim, quem sabe fazer o bem e não o faz comete pecado.
49(48),2-3.6-7.8-10.11.
R/ Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
2 Povos todos, escutai,
habitantes do mundo inteiro, prestai ouvidos,
3 humildes e poderosos,
ricos e pobres, todos juntos.
6 Porque hei de inquietar-me nos dias maus,
quando me cerca a iniquidade dos perseguidores,
7 dos que confiam na sua opulência
e se vangloriam na sua grande riqueza?
8 O homem não pode pagar o seu resgate,
não pode pagar a Deus a sua redenção.
9 É muito caro o resgate da sua vida
e ele nunca pagará o suficiente,
10 para prolongar indefinidamente a sua vida
e não experimentar a corrupção da morte.
11 Vê que morrem os sábios
como perecem o ignorante e o insensato
e deixam a outros a sua riqueza.
9,38-40.
38 Naquele tempo, João disse a Jesus: «Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco».
39 Jesus respondeu: «Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim.
40 Quem não é contra nós é por nós.
Comentário ao Evangelho
Aquilo que os discípulos devem reter do Mestre
Um dia, os apóstolos queixaram-se a Jesus: «Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco». Jesus atalhou imediatamente: «Não o proibais [...]. Quem não é contra nós é por nós». Mas quando, no final dos tempos, estas pessoas disserem: «Senhor, senhor, não foi em teu nome que profetizámos? Não foi em teu nome que expulsámos demónios? Não foi em teu nome que fizemos numerosas ações poderosas?», Ele afirma que lhes responderá: «Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade!» (Mt 7,22-23), advertindo aqueles que Ele mesmo agraciou com a glória de sinais e prodígios de que não se exaltem nesta matéria: «Não vos alegreis porque os espíritos se submetem a vós; alegrai-vos antes porque os vossos nomes estão inscritos nos Céus» (Lc 10, 20)
Agora, o próprio autor de todos os sinais e prodígios chama os seus discípulos para aprenderem a sua doutrina; Ele vai esclarecer o que os seus verdadeiros seguidores, os escolhidos, devem aprender com Ele em particular: «Vinde», diz, «e aprendei de Mim» - não a expulsar os demónios pelo poder do céu, evidentemente, nem a curar os leprosos, a iluminar os cegos, a ressuscitar os mortos. É verdade que faço todos estes prodígios por intermédio de alguns dos meus servos; no entanto, a condição humana não pode entrar em sociedade com Deus para os louvores que Lhe são devidos; o ministro e o escravo não podem tomar parte naquela glória que pertence apenas à divindade; mas «aprendei de Mim», diz Ele, isto: «que sou manso e humilde de coração» (Mt 11,28-29). Isto é o que todos podem aprender e praticar. Mas fazer sinais e prodígios nem sempre é necessário, nem benéfico para todos, nem é universalmente concedido.
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