Liturgia diária
Maria, Mãe da Igreja ─ Memória
3,9-15.20.
9 O Senhor Deus chamou Adão e disse-lhe: «Onde estás?».
10 Ele respondeu: «Ouvi o rumor dos vossos passos no jardim e, como estava nu, tive medo e escondi-me».
11 Disse Deus: «Quem te deu a conhecer que estavas nu? Terias tu comido dessa árvore, da qual te proibira comer?».
12 Adão respondeu: «A mulher que me destes por companheira deu-me do fruto da árvore e eu comi».
13 O Senhor Deus perguntou à mulher: «Que fizeste?». E a mulher respondeu: «A serpente enganou-me e eu comi».
14 Disse então o Senhor Deus à serpente: «Por teres feito semelhante coisa, maldita sejas entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens. Hás de rastejar e comer do pó da terra todos os dias da tua vida.
15 Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. Esta há de atingir-te na cabeça, e tu a atingirás no calcanhar».
20 O homem deu à mulher o nome de Eva, porque ela foi a mãe de todos os viventes.
87(86),1-2.3.5.6-7.
R/ Grandes coisas se dizem de ti, ó cidade de Deus.
1 O Senhor ama a cidade,
por Ele fundada sobre os montes santos;
2 ama as portas de Sião
mais que todas as moradas de Jacob.
3 Grandes coisas se dizem de ti, ó cidade de Deus.
5 E dir-se-á em Sião: «Todos lá nasceram,
o próprio Altíssimo a consolidou».
6 O Senhor escreverá no registo dos povos:
«Este nasceu em Sião».
7 E irão dançando e cantando:
«Todas as minhas fontes estão em ti».
19,25-34.
25 Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
26 Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho».
27 Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E, a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.
28 Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede».
29 Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca.
30 Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou.
31 Por ser a Preparação da Páscoa, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado – era um grande dia, aquele sábado –, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
32 Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com Ele.
33 Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas,
34 mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.
Comentário ao Evangelho
Irmãos em Deus, por Maria
Ó Nossa Senhora, tu és a Mãe da justificação e dos justificados, da reconciliação e dos reconciliados, da salvação e dos salvos. Feliz certeza e refúgio seguro! A Mãe de Deus é nossa Mãe, a Mãe da nossa única razão de esperança e de temor é nossa Mãe. Ó Mãe bendita e excelsa, não só por ti mas também por nós, que vejo acontecer-nos através de ti? Como és grande e digna de amor! Esta visão encanta-me com uma alegria que não ouso exprimir.
Se tu, Senhora, és Mãe dele, os teus outros filhos são irmãos dele. Mas que irmãos e de quem? Devo dizer o que encanta o meu coração, ou calar-me com medo de parecer orgulhoso? Mas porque não hei de proclamar em louvor aquilo em que acredito ardentemente? Falarei, pois, não por vaidade, mas por gratidão. Pois Aquele que quis, nascendo de uma Mãe, partilhar a nossa natureza e, dando-nos a vida, fazer de nós filhos de sua Mãe, convida-nos a reconhecermo-nos como seus irmãos. Assim, o nosso Juiz é nosso irmão. O Salvador do mundo é nosso irmão. Em suma, o nosso Deus tornou-Se nosso irmão através de Maria.
Santo do Dia
Continuar a celebrar
Também pode interessar
Encontre outros conteúdos relacionados com a liturgia e a vida sacramental da comunidade.