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Liturgia diária

Sexta-feira da 7ª semana da Páscoa

Sexta-Feira, 17 De Maio Cor litúrgica: Branco

25,13b-21.

13 Naqueles dias, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia e foram apresentar cumprimentos ao governador Festo.
14 Como se demoraram ali muitos dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: «Há aqui um homem, que Félix deixou preso,
15 e contra o qual, estando eu em Jerusalém, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram queixa, pedindo a sua condenação.
16 Respondi-lhes que não era costume dos romanos conceder a entrega de qualquer homem antes de o réu ter na sua frente os acusadores e poder defender-se da acusação.
17 Vieram então aqui a Cesareia e, sem mais demoras, logo no dia seguinte, sentei-me no tribunal e mandei comparecer o homem.
18 Postos frente a frente, os acusadores não alegaram nenhum dos crimes de que eu suspeitava.
19 Só tinham com ele discussões acerca da sua religião e especialmente a respeito de um certo Jesus, que morreu e que Paulo afirma estar vivo.
20 Eu fiquei embaraçado perante um debate deste género e perguntei-lhe se queria ir a Jerusalém, para lá ser julgado.
21 Mas, como Paulo apelou para que a sua causa fosse decidida pelo imperador, mandei que o conservassem preso, até o enviar a César».

103(102),1-2.11-12.19-20ab.

R/ O Senhor tem no Céu o trono da sua glória.

1 Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
2 Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

11 Como a distância da terra ao céu,
assim é grande a sua misericórdia para os que O temem.
12 Como o Oriente dista do Ocidente,
assim Ele afasta de nós os nossos pecados.

19 O Senhor fixou no Céu o seu trono
e o seu reino estende-se sobre o universo.
20 Bendizei o Senhor, todos os seus anjos,
20 poderosos executores das suas ordens.

21,15-19.

15 Quando Jesus Se manifestou aos seus discípulos junto ao mar de Tiberíades, depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, amas-Me tu mais do que estes?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta os meus cordeiros».
16 Voltou a perguntar-lhe segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas».
17 Perguntou-lhe pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Pedro entristeceu-se por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se O amava e respondeu-Lhe: «Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas.
18 Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas, quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres».
19 Jesus disse isto para indicar o género de morte com que Pedro havia de dar glória a Deus. Dito isto, acrescentou: «Segue-Me».

Comentário ao Evangelho

«Darei a minha vida por Ti» (Jo 13,37)

Depois de ter falado a Pedro sobre o amor [que ele devia ter], Jesus predisse-lhe o martírio que lhe estava destinado, mostrando-lhe assim a confiança que tinha nele.

Para nos dar um exemplo de amor e nos ensinar a melhor maneira de O amar, disse-lhe: «Quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres». Era aliás o que Pedro queria e desejava; foi por isso que Jesus lhe falou assim. Pedro tinha-Lhe dito: «Darei a minha vida por Ti» (Jo 13,37) e: «Mesmo que tenha de morrer contigo, não Te negarei» (Mt 26,35). Jesus acede, pois, aos seus desejos. Não lhe diz estas coisas para o assustar, mas para reavivar o seu ardor, pois conhece o seu amor e a sua impetuosidade; pode dizer-lhe, pois, que tipo de morte o espera. A Pedro, que sempre quis enfrentar perigos por Cristo, diz Jesus: «Tem confiança, o teu desejo realizar-se-á; o que não suportaste na juventude, suportá-lo-ás na velhice».

E, para chamar a atenção do leitor, o evangelista acrescenta: «Disse isto para indicar o género de morte com que Pedro havia de dar glória a Deus». Com estas palavras, aprenderás que sofrer por Cristo é uma glória e uma honra.

São João Crisóstomo (c. 345-407) presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja Homilia 88 sobre o Evangelho de São João; PG 59,477-480

Santo do Dia